segunda-feira, 31 de março de 2014

PLANO DE TRABALHO DOSCENTE, 2014. PROFESSOR - SELSON JOSE DE SOUZA


                COLÉGIO ESTADUAL TALITA BRESOLIN, ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E EJA.

PROFO SELSON SOUZA

PLANO DE TRABALHO DOCENTE DE FILOSOFIA .

1O,2 O E 3° ANOS.



JUSTIFICATIVA

O Ensino de Filosofia no Ensino Médio volta a ser discutido nas escolas a partir da lei de Diretrizes e Bases nº 9394/96, que no seu artigo 36 determina que, ao final do Ensino Médio o estudante deverá “dominar os conhecimentos de filosofia e sociologia necessários ao exercício da cidadania...” Através do parecer nº 38/2006 do Conselho Nacional de Educação a Filosofia e a Sociologia tornam-se, em todo o Brasil, disciplinas obrigatórias no Ensino Médio. Em nível de Paraná essa obrigatoriedade se dá através da Lei Estadual nº 15228 de 25 de Julho de 2006. E o Conselho Estadual de Educação irá deliberar esta Lei no mês de Novembro próximo, juntamente com a instrução Normativa da SEED.
A Filosofia tem como objetivo de estudo – o pensamento – levantando problemas e refletindo sobre eles, construindo conceitos e idéias presentes na realidade e nos textos clássicos da Filosofia. Esse pensamento a partir do pluralismo filosófico, da filosofia antiga, medieval, moderna e contemporânea. Quanto aos conteúdos, há os que são discutidos mais propriamente pela filosofia, sendo que estes se constituíram historicamente.
Assim, o ensino de filosofia faz opção pela organização do trabalho pedagógico através dos conteúdos estruturantes, tomados como conhecimento basilares que se constituíram ao longo da história da filosofia e de seu ensino, em épocas, contextos e sociedades diferentes e que, tendo em vista o estudante do Ensino Médio, ganham especial sentido e significado político, social e educacional. Neste sentido, os conteúdos estruturantes são: Mito e Filosofia, Teoria de Conhecimento, Ética, Filosofia da Ciência, Estética, recebendo cada um deles tratamento diferenciado de acordo com os períodos da história da filosofia. A metodologia opera, então, por questionamentos, conceitos e categorias de pensamento, buscando a totalidade espaço-temporal e sócio-histórica e, também, significação, estrutura, origem, sentido, razões, finalidades, tendo sempre em vista: o que? Como? Por quê?



 OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA:

      Ao pensarmos nos objetivos para o ensino de Filosofia na contemporaneidade vem-nos que oportunizar aos alunos a possibilidade da experiência filosófica, que seria identificado como sendo a experiência do pensar por si mesmo, ou experiência com o pensamento conceitual.

       Apesar das dificuldades, que são grandes e inúmeras, o professor de Filosofia pode possibilitar determinadas perspectivas e experiências, que permitam suprir um pouco dessas carências e avançar nessa experiência com conceito.

       Silvio gallo


     Organizar uma aula, pensando didaticamente teríamos quatro pontos fundamentais como base: sensibilização, problematização, investigação e conceituação.

       Esses quatro pontos são consecutivos, não podemos tomar um pelo outro, não podemos começar pela investigação e depois introduzir a problematização.

        Oferecer aos estudantes uma possibilidade de compreensão das complexidades do mundo contemporâneo, com suas múltiplas particularidades e especializações e que se manifestam quase sempre de forma fragmentada;
- Viabilizar interfaces com outras disciplinas na busca de compreensão do mundo da linguagem, da literatura, da história, da ciência e da arte;
- Possibilitar aos estudantes o acesso ao saber filosófico produzido historicamente como fundamento do pensame       nto         


  
 Conteúdos Estruturantes Básicos e Específicos                                                                               


Primeiro Ano

-Mito e Filosofia.

Conteúdos Básicos.

Saber Mítico; Saber filosófico, relação entre mito e Filosofia, atualidade do mito, o que é Filosofia.

Conteúdos Específicos.
 
 Primeiro Trimestre.
1-1  A origem da Filosfia
1-2  A utilidade da filosofia
1-3  Cosmogonia e teogonia
1-4  Do mito ao saber filosófico
 1-5 Os filósofos pré-socráticos.
1-6 Filosofia e natureza.

Segundo Trimestre.

1-5   Maêutica e dialética.
1-6-1 Os sofistas e o mundo prático.
1-6  A filosofia helenista.


  2- Teoria do conhecimento.

Conteúdo básico.

Possibilidade do conhecimento; as formas de conhecimento; o problema da verdade; a questão do método; conhecimento e lógica.

Conteúdos Específicos.

  2-1 Senso comum e senso crítico.
  2-2 Platão: mundo sensível, mundo inteligível.
  2-3 Metafísica e causalidade.

  Terceiro Bimestre.
  

  2-4 A questão dos universais.
  2-4  O  ceticismo.
  2-5  O racionalismo.
  2-6  O empirismo.
  2-7  O criticísmo.






Segundo ano

Conteúdo Estruturante.  ÉTICA.

Conteúdos Básicos.

Ética e Moral; Pluralidade Ética; Ética e Violência; Razão, Desejo e Vontade; Liberdade: autonomia do sujeito e necessidade das normas; relações entre comunidade e poder; liberdade e igualdade política; política e ideologia; esfera pública e privada; esfera publica e privada; cidadania formal e/ou participativa.
1.1. Ética e moral.
1.1.1 Liberdade e determinismo.
1.1.2. Ação e verdade.
1.2. A Ética no período clássico.
1.3. Aristóteles e o eudaimonismo.
1.4. A Ética cristã.
1.5. A moralidade em Kant: o imperativo categórico.
1-6 O utilitarismo.
1.7. A Ética contemporânea.
1.7.1. Ética do discurso.
1.7.2. Questões da Ética contemporânea.

Segundo Trimestre.

1.7.2.2 A bioética.
1.7.2.1.1. Tecnologia genética.
1.7.2.1.2.1O meio ambiente.
1.7.2.1.2Direitos humanos.
1.7.2.3.1 Responsabilidade social.



. Lógica e pensamento.
4. Ciência e poder.
5. Os mitos da ciência.

Terceiro Trimestre.

6. O positivismo.
7. Linguagem e cultura.
8. A escola de Frankfurt.
9. Fenomenologia.

Conteúdo Estruturante.

Filosofia Política.

Conteúdos Básicos.
Política e Ideologia;
Política e Cidadania;
Cidadania formal e/ou participativa.

Conteúdos Específicos.

Direitos Humanos:
O mundo da prática;
A democracia como ideologia;
A violência;
Preconceito.

3.ª ANO

CONTEÚDO ESTRUTURANTE.

PRIMEIRO TRIMESTRE.
                     
. Filosofia política

CONTÚDO BÁSICO.

1.1. A pólis e a formação do cidadão.
2.2. Ética e política em Aristóteles.
2.3. Política medieval.
2.4. Contratualismo clássico.
2.5. Republicanismo.
2.6. Direito público e privado.
2.7. Estado e sociedade civil.
2.7.1 Socialismo / liberalismo.

Conteúdos específicos

A democracia em questão;
Dificuldades para a democracia no Brasil;
O indivíduo e a sociedade;
O desemprego e a fome.




CONTEÚDOS ESPECÍFICOS.

SEGUNDO TRIMESTRE.

Relações entre comunidade e poder;
Liberdade e igualdade política;
Política e Ideologia;
Esfera pública e privada;
Cidadania formal e/ou participativa.


CONTEÚDO ESTRUTURANTE.

1.    Filosofia da Ciência

CONTEÚDOS BÁSICOS

1.1. Objetividade e falseabilidade.
1.2. Método indutivo e dedutivo.
1.3. Percepção e experiência.
1.4. Observação e hipótese.

2. A Ciência na História

2.1. A Ciência na antiguidade.
2.2. Alquimia e os mistérios científicos (medievalidade).
2.3. Matemática e mecânica (modernidade).
2.4 As revoluções científicas.

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS.

TERCEIRO TRIMESTRE.

Concepções de ciência;
A questão do método científico;
Contribuições e limites da ciência;
Ciência e ideologia;
Ciência e ética

CONTEÚDOESTRUTURANTE.

10. Estética.



10.1. Conceitos fundamentais da Estética.
10.1.1. Imitação e expressão.
10.1.2. Juízo de gosto e teorias do gênio.
10.1.3. O belo e o sublime.
10.1.4. A indústria cultural.

10.2. A Estética na História

2.1. A tradição da mímesis.
2.2. O naturalismo clássico e renascentista.
2.3. Iluminismo e a estética normativa.

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS

Concepções de ciência;
A questão do método científico;
Contribuições e limites da ciência;
Ciência e ideologia;
Ciência e ética



 METODOLOGIA DA DISCIPLINA.


O trabalho com os conteúdos estruturantes, básicos, da filosofia e seus conteúdos específicos se dará por meio da sensibilização, da problematizarão, da investigação filosófica e da criação/recriação de conceitos.
O estudo da filosofia poderá iniciar-se com a exibição de um filme ou de uma imagem; da leitura de um texto jornalístico ou literário; da audição de uma música, dinâmica reflexiva, entre outras possibilidades, com o objetivo de instigar e motivar possíveis relações entre o cotidiano do estudante e o conteúdo filosófico a ser desenvolvido.
Após essa sensibilização inicia-se a problematizarão, a investigação, a criação de conceitos, a partir de discussões sobre o conteúdo, confrontando-os com a história da filosofia.
Assim, é importante que durante a busca de resolução do problema haja preocupação com a análise da atualidade, com uma abordagem contemporânea em uma perspectiva de quem dialoga com a vida, formulando seus conceitos e construindo seu discurso filosófico, procurando entender e analisar filosoficamente o problema em questão nos diferentes tempos.
Desta forma, é imprescindível que o ensino de filosofia seja permeado por atividades investigativas individuais e coletivas que organize e oriente o debate filosófico, dando-lhe um caráter dinâmico e participativo. Investigar é exercitar o pensamento de forma metódica, buscando elementos, informações, conhecimentos para discutir o problema posto. A investigação deverá recorrer a história da filosofia e os clássicos, seus problemas e possíveis soluções sem perder de vista a realidade onde o problema está inserido.
Criação/recriação de conceito é o processo pelo qual o estudante se apropria, pensa e repensa os conceitos problematizados e investigados da tradição filosófica. Assim, sendo, espera-se que o estudante possa argumentar de forma verbal e escrita, utilizando os conceitos apropriados de forma lógica, coerente e original (criação de conceitos).




 RECUPERAÇÃO DE CONTEÚDOS


A recuperação de estudos é direito dos alunos, independentemente do nível de apropriação dos conhecimentos básicos, assim ela ocorrerá com a retomada dos conteúdos a partir do diagnóstico oferecido pelos instrumentos de avaliação e com a reavaliação do conteúdo já explicado reexplicado em sala de aula.
No entanto, se mesmo com a recuperação de forma permanente e concomitante ao processo ensino aprendizagem, se o aluno não atingir a média integral ao final de cada bimestre, ele terá a oportunidade de mais uma avaliação por um dos instrumentos diversificados, e prevalecerá a nota maior.


CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO.



Entendemos a avaliação como um instrumento didático pedagógico com funções diferenciadas dentro do processo de aprendizagem. A avaliação é uma
questão muito importante, não só pela importância comum às outras matérias, mas pelas dificuldades que possamos encontrar em avaliar em filosofia.

       Como avaliar se o aluno argumenta bem ou não, se o aluno sabe problematizar bem, se problematiza melhor ou pior que os colegas: Como avaliar: Essas quantidades e valores no ensino de filosofia são bastante questionáveis.

      Qualquer exercício que o professor proponha  em todo processo do ensino de Filosofia como uma experiência filosófica é um exercício passível de avaliação. Qualquer exercício que o professor proponha, quer seja na fase de problematização, ou no ensino de argumentação, ou num momento de tentativa de elaboração de conceito, pelo qual o aluno passe, será sempre muito objetivo que o professor proporá por meio dos textos filosóficos, de técnicas de trabalhar com texto, ou se expressar oralmente, que serão avaliados.  Claro, os critérios de avaliação tem sempre que ser critérios baseados no objetivo que se quer atingir com aquela determinada atividade, para verificarmos se o aluno consegue, ou não, chegar àquilo que propomos. É importante salientar que a avaliação deve ser de alguma forma, ela também, “filosófica”.

      A avaliação no ensino de Filosofia, se este curso quer que o aluno passe por uma experiência filosófica, que, portanto, seja um processo consciente do aluno, a este chamaríamos processo metacognitivo. Não é só um processo cognitivo, de se conhecer determinada coisa, como o conceito de liberdade, hoje e no século XVII, mas, também, qual é o processo pelo qual ele passou para chegar a conhecer esse determinado conceito. Por isso é metacognitivo, que não só está preocupado em produzir conteúdo filosófico, mas está a todo momento se revendo como processo de filosofar, são as duas coisas ao mesmo tempo.

      Devemos fazer o aluno consciente do processo avaliativo, todo o momento ele deveria estar sabendo quais os critérios que estão sendo usados para avaliá-lo; quais são os objetivos a serem alcançados naquele momento, atividade ou exercício. Nesse sentido, talvez, pudéssemos dizer que a avaliação , de alguma forma,é ela  também  filosófica.

  
      Talvez aí também coubesse, entre todas as técnicas possíveis, a questão da auto-avaliação. Havendo a seriedade necessária aos alunos para encararem a auto avaliação, maturidade para que percebam que é necessário que haja critérios e que estes têm relação com os objetivos do curso ou da atividade específica, talvez, em algum momento o professor ache ser possível propor uma auto-avaliação de determinado aspecto dos alunos.




     

“Uma coisa é verificar as opiniões dos filósofos e descrevê-las. Outra coisa bem diferente é debater com eles aquilo que dizem, do que falam”.

        Heidegger ( 1889-1976)
           

  Na avaliação, ferramentas como a internet poderão ser utilizado, com critério definido; exemplo: uma consulta a determinado site, a um blog, para comentar ou pesquisar determinado tema.
       Atividades que envolvam os pais e/responsáveis pelos educandos utilizando a informática, internet ou material impresso podem vir em algum momento compor uma avalição, inclusive com atribuição de notas aos educandos, que serão adequadamente orientados tanto no efetuar das atividades, quanto na utilização das diferentes mídias que possam encontrar-se na proposta avaliativa. A avaliação progressiva absorve a participação dos educandos em todo o momento de sala de aula, incluindo sua relação com educadores e colegas de sala de aula, participantes de um processo indissociável e impreterível.

     A leitura de um texto ou, trecho de um livro e uma consequente Resenha Crítica também poderá integrar uma atividade avaliativa, sendo que para essa ocorrência, deverão os agentes estarem devidamente integrados e munidos de interesse comum e valorado conceito para o bom desempenho na execução da tarefa escolar.
Neste interim, faz-se Importante mencionar a mister conscientização da importância de se incluir os pais e/ou responsáveis no processo avaliativo, sem o que seria ineficaz a ação de pretender integrar os agentes educacionais no ensino aprendizagem dos educandos.

A comunidade necessita desafiar a ideia de que Educação é responsabilidade de governo.  (g1.com.br/fantástico – vídeo), acessado em 31/03/2014.



6. BIBLIOGRAFIA:


Filosofia no Ensino Médio ( Cedic)
ASPIS, R. O professor de Filosofia: o ensino da Filosofia no Ensino Médio como experiência Filosófica. In: CADERNOS CEDES, N, 64. A filosofia e seu ensino. São Paulo: Cortez; Campinas: CEDES, 2004.
CHAUÍ, M.S. Convite á Filosofia. São Paulo: Ática, 1998.
DELEUZE, G; GUATTARI, F. O que é a Filosofia? Tradução: Bento Prado Júnior e Aleberto Alonso Munoz. Rio de Janeiro: 34. 1992
FILOSOFIA/vários autores – Curitiba: SEED – PR 2006.
GALLO. S. KOHAN, W.O. (orgs). Filosofia no Ensino Médio. Petrópolis: Vozes, 2000.
PARANÁ. Secretaria de estado da educação. Superintendência da educação. Departamento de Ensino médio. Diretrizes Curriculares de Filosofia para o Ensino Médio. Versão premi liminar, julho 2006.
PARANÁ. Secretaria de estado da educação. Superintendência da educação. Diretrizes Curriculares de Filosofia para o ensino. Curitiba 2006.
REALE. G. ANTISERI. D. História da Filosofia; Patrística e escolástica. São Paulo: PAULUS 2003.
HISTÓRIA DA FILOSOFIA: Antiguidade e Idade Média. 7. Ed. São Paulo: Paulus 2005. V. 1.
HISTÓRIA DA FILOSOFIA: do Humanismo a Kant. 7. Ed. São Paulo: Paulus, 2005 V. 2.
HISTÓRIA DA FILOSOFIA: do romantismo até nossos dias. 9. Ed. São Paulo: paulus 2005. V. 3.
FILOSOFANDO: Introdução à Filosofia. Ed. Moderna: 4° edição São Paulo, 2009.





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