COLÉGIO ESTADUAL TALITA
BRESOLIN, ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E EJA.
PROFO SELSON SOUZA
PLANO DE TRABALHO
DOCENTE DE FILOSOFIA .
1O,2 O
E 3° ANOS.
JUSTIFICATIVA
O
Ensino de Filosofia no Ensino Médio volta a ser discutido nas escolas a partir
da lei de Diretrizes e Bases nº 9394/96, que no seu artigo 36 determina que, ao
final do Ensino Médio o estudante deverá “dominar os conhecimentos de filosofia
e sociologia necessários ao exercício da cidadania...” Através do parecer nº
38/2006 do Conselho Nacional de Educação a Filosofia e a Sociologia tornam-se,
em todo o Brasil, disciplinas obrigatórias no Ensino Médio. Em nível de Paraná
essa obrigatoriedade se dá através da Lei Estadual nº 15228 de 25 de Julho de
2006. E o Conselho Estadual de Educação irá deliberar esta Lei no mês de
Novembro próximo, juntamente com a instrução Normativa da SEED.
A
Filosofia tem como objetivo de estudo – o pensamento – levantando problemas e
refletindo sobre eles, construindo conceitos e idéias presentes na realidade e
nos textos clássicos da Filosofia. Esse pensamento a partir do pluralismo
filosófico, da filosofia antiga, medieval, moderna e contemporânea. Quanto aos
conteúdos, há os que são discutidos mais propriamente pela filosofia, sendo que
estes se constituíram historicamente.
Assim,
o ensino de filosofia faz opção pela organização do trabalho pedagógico através
dos conteúdos estruturantes, tomados como conhecimento basilares que se
constituíram ao longo da história da filosofia e de seu ensino, em épocas,
contextos e sociedades diferentes e que, tendo em vista o estudante do Ensino
Médio, ganham especial sentido e significado político, social e educacional.
Neste sentido, os conteúdos estruturantes são: Mito e Filosofia, Teoria de
Conhecimento, Ética, Filosofia da Ciência, Estética, recebendo cada um deles
tratamento diferenciado de acordo com os períodos da história da filosofia. A
metodologia opera, então, por questionamentos, conceitos e categorias de
pensamento, buscando a totalidade espaço-temporal e sócio-histórica e, também,
significação, estrutura, origem, sentido, razões, finalidades, tendo sempre em
vista: o que? Como? Por quê?
OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA:
Ao pensarmos nos objetivos para o ensino
de Filosofia na contemporaneidade vem-nos que oportunizar aos alunos a
possibilidade da experiência filosófica, que seria identificado como sendo a
experiência do pensar por si mesmo, ou experiência com o pensamento conceitual.
Apesar das dificuldades, que são grandes
e inúmeras, o professor de Filosofia pode possibilitar determinadas
perspectivas e experiências, que permitam suprir um pouco dessas carências e
avançar nessa experiência com conceito.
Silvio gallo
Organizar uma aula, pensando didaticamente
teríamos quatro pontos fundamentais como base: sensibilização, problematização, investigação e conceituação.
Esses quatro pontos são consecutivos,
não podemos tomar um pelo outro, não podemos começar pela investigação e depois
introduzir a problematização.
Oferecer aos estudantes uma
possibilidade de compreensão das complexidades do mundo contemporâneo, com suas
múltiplas particularidades e especializações e que se manifestam quase sempre
de forma fragmentada;
-
Viabilizar interfaces com outras disciplinas na busca de compreensão do mundo
da linguagem, da literatura, da história, da ciência e da arte;
-
Possibilitar aos estudantes o acesso ao saber filosófico produzido historicamente
como fundamento do pensame nto
Conteúdos Estruturantes Básicos e
Específicos
Primeiro Ano
-Mito e Filosofia.
Conteúdos Básicos.
Saber Mítico; Saber
filosófico, relação entre mito e Filosofia, atualidade do mito, o que é
Filosofia.
Conteúdos
Específicos.
Primeiro Trimestre.
1-1 A origem da Filosfia
1-2 A utilidade da
filosofia
1-3 Cosmogonia e teogonia
1-4 Do mito ao saber
filosófico
1-5 Os
filósofos pré-socráticos.
1-6
Filosofia e natureza.
Segundo
Trimestre.
1-5 Maêutica e dialética.
1-6-1
Os sofistas e o mundo prático.
1-6 A filosofia
helenista.
2- Teoria do conhecimento.
Conteúdo
básico.
Possibilidade
do conhecimento; as formas de conhecimento; o problema da verdade; a questão do
método; conhecimento e lógica.
Conteúdos
Específicos.
2-1 Senso comum e senso crítico.
2-2
Platão: mundo sensível, mundo inteligível.
2-3
Metafísica e causalidade.
Terceiro Bimestre.
2-4 A
questão dos universais.
2-4 O ceticismo.
2-5 O racionalismo.
2-6 O empirismo.
2-7 O criticísmo.
Segundo
ano
Conteúdo Estruturante. ÉTICA.
Conteúdos
Básicos.
Ética e
Moral; Pluralidade Ética; Ética e Violência; Razão, Desejo e Vontade;
Liberdade: autonomia do sujeito e necessidade das normas; relações entre
comunidade e poder; liberdade e igualdade política; política e ideologia;
esfera pública e privada; esfera publica e privada; cidadania formal e/ou
participativa.
1.1. Ética e moral.
1.1.1 Liberdade e determinismo.
1.1.2. Ação e verdade.
1.2. A Ética no período clássico.
1.3. Aristóteles e o eudaimonismo.
1.4. A Ética cristã.
1.5. A moralidade em
Kant: o imperativo categórico.
1-6 O utilitarismo.
1.7. A Ética contemporânea.
1.7.1. Ética do discurso.
1.7.2. Questões da Ética contemporânea.
Segundo
Trimestre.
1.7.2.2 A bioética.
1.7.2.1.1. Tecnologia genética.
1.7.2.1.2.1O meio ambiente.
1.7.2.1.2Direitos humanos.
1.7.2.3.1 Responsabilidade social.
. Lógica e pensamento.
4. Ciência e
poder.
5. Os mitos da
ciência.
Terceiro
Trimestre.
6. O
positivismo.
7. Linguagem e
cultura.
8. A escola de
Frankfurt.
9.
Fenomenologia.
Conteúdo
Estruturante.
Filosofia
Política.
Conteúdos
Básicos.
Política e
Ideologia;
Política e
Cidadania;
Cidadania
formal e/ou participativa.
Conteúdos
Específicos.
Direitos
Humanos:
O mundo da
prática;
A democracia
como ideologia;
A violência;
Preconceito.
3.ª ANO
CONTEÚDO ESTRUTURANTE.
PRIMEIRO TRIMESTRE.
.
Filosofia política
CONTÚDO
BÁSICO.
1.1. A pólis e a formação do cidadão.
2.2. Ética e política em Aristóteles.
2.3. Política medieval.
2.4. Contratualismo clássico.
2.5. Republicanismo.
2.6. Direito público e privado.
2.7. Estado e sociedade civil.
2.7.1 Socialismo / liberalismo.
Conteúdos específicos
A democracia em
questão;
Dificuldades
para a democracia no Brasil;
O indivíduo e a
sociedade;
O desemprego e
a fome.
CONTEÚDOS
ESPECÍFICOS.
SEGUNDO
TRIMESTRE.
Relações entre comunidade e poder;
Liberdade e igualdade política;
Política e Ideologia;
Esfera pública e privada;
Cidadania
formal e/ou participativa.
CONTEÚDO ESTRUTURANTE.
1. Filosofia da Ciência
CONTEÚDOS BÁSICOS
1.1. Objetividade e falseabilidade.
1.2. Método indutivo e dedutivo.
1.3. Percepção e experiência.
1.4. Observação e hipótese.
2. A Ciência na
História
2.1. A Ciência na antiguidade.
2.2. Alquimia e os mistérios científicos
(medievalidade).
2.3. Matemática e mecânica (modernidade).
2.4 As revoluções científicas.
CONTEÚDOS
ESPECÍFICOS.
TERCEIRO
TRIMESTRE.
Concepções de
ciência;
A questão do
método científico;
Contribuições
e limites da ciência;
Ciência e
ideologia;
Ciência e
ética
CONTEÚDOESTRUTURANTE.
10. Estética.
10.1. Conceitos fundamentais da Estética.
10.1.1. Imitação e expressão.
10.1.2. Juízo de gosto e teorias do
gênio.
10.1.3. O belo e o sublime.
10.1.4. A indústria cultural.
10.2. A
Estética na História
2.1. A tradição da mímesis.
2.2. O naturalismo clássico e
renascentista.
2.3. Iluminismo e a estética normativa.
CONTEÚDOS
ESPECÍFICOS
Concepções de
ciência;
A questão do
método científico;
Contribuições
e limites da ciência;
Ciência e
ideologia;
Ciência e
ética
METODOLOGIA DA DISCIPLINA.
O
trabalho com os conteúdos estruturantes, básicos, da filosofia e seus conteúdos
específicos se dará por meio da sensibilização, da problematizarão, da
investigação filosófica e da criação/recriação de conceitos.
O
estudo da filosofia poderá iniciar-se com a exibição de um filme ou de uma
imagem; da leitura de um texto jornalístico ou literário; da audição de uma
música, dinâmica reflexiva, entre outras possibilidades, com o objetivo de
instigar e motivar possíveis relações entre o cotidiano do estudante e o
conteúdo filosófico a ser desenvolvido.
Após
essa sensibilização inicia-se a problematizarão, a investigação, a criação de
conceitos, a partir de discussões sobre o conteúdo, confrontando-os com a
história da filosofia.
Assim,
é importante que durante a busca de resolução do problema haja preocupação com
a análise da atualidade, com uma abordagem contemporânea em uma perspectiva de
quem dialoga com a vida, formulando seus conceitos e construindo seu discurso
filosófico, procurando entender e analisar filosoficamente o problema em questão
nos diferentes tempos.
Desta
forma, é imprescindível que o ensino de filosofia seja permeado por atividades
investigativas individuais e coletivas que organize e oriente o debate
filosófico, dando-lhe um caráter dinâmico e participativo. Investigar é
exercitar o pensamento de forma metódica, buscando elementos, informações,
conhecimentos para discutir o problema posto. A investigação deverá recorrer a
história da filosofia e os clássicos, seus problemas e possíveis soluções sem
perder de vista a realidade onde o problema está inserido.
Criação/recriação
de conceito é o processo pelo qual o estudante se apropria, pensa e repensa os
conceitos problematizados e investigados da tradição filosófica. Assim, sendo,
espera-se que o estudante possa argumentar de forma verbal e escrita,
utilizando os conceitos apropriados de forma lógica, coerente e original
(criação de conceitos).
RECUPERAÇÃO DE CONTEÚDOS
A
recuperação de estudos é direito dos alunos, independentemente do nível de
apropriação dos conhecimentos básicos, assim ela ocorrerá com a retomada dos
conteúdos a partir do diagnóstico oferecido pelos instrumentos de avaliação e
com a reavaliação do conteúdo já explicado reexplicado em sala de aula.
No
entanto, se mesmo com a recuperação de forma permanente e concomitante ao
processo ensino aprendizagem, se o aluno não atingir a média integral ao final
de cada bimestre, ele terá a oportunidade de mais uma avaliação por um dos
instrumentos diversificados, e prevalecerá a nota maior.
CRITÉRIOS DE
AVALIAÇÃO.
Entendemos
a avaliação como um instrumento didático pedagógico com funções diferenciadas
dentro do processo de aprendizagem. A avaliação é uma
questão
muito importante, não só pela importância comum às outras matérias, mas pelas
dificuldades que possamos encontrar em avaliar em filosofia.
Como avaliar se o aluno argumenta bem ou
não, se o aluno sabe problematizar bem, se problematiza melhor ou pior que os
colegas: Como avaliar: Essas quantidades e valores no ensino de filosofia são
bastante questionáveis.
Qualquer exercício que o professor
proponha em todo processo do ensino de
Filosofia como uma experiência filosófica é um exercício passível de avaliação.
Qualquer exercício que o professor proponha, quer seja na fase de
problematização, ou no ensino de argumentação, ou num momento de tentativa de
elaboração de conceito, pelo qual o aluno passe, será sempre muito objetivo que
o professor proporá por meio dos textos filosóficos, de técnicas de trabalhar
com texto, ou se expressar oralmente, que serão avaliados. Claro, os critérios de avaliação tem sempre
que ser critérios baseados no objetivo que se quer atingir com aquela
determinada atividade, para verificarmos se o aluno consegue, ou não, chegar
àquilo que propomos. É importante salientar que a avaliação deve ser de alguma forma,
ela também, “filosófica”.
A avaliação no ensino de Filosofia, se
este curso quer que o aluno passe por uma experiência filosófica, que,
portanto, seja um processo consciente do aluno, a este chamaríamos processo
metacognitivo. Não é só um processo
cognitivo, de se conhecer determinada coisa, como o conceito de liberdade, hoje
e no século XVII, mas, também, qual é o processo pelo qual ele passou para
chegar a conhecer esse determinado conceito. Por isso é metacognitivo, que não
só está preocupado em produzir conteúdo filosófico, mas está a todo momento se
revendo como processo de filosofar, são as duas coisas ao mesmo tempo.
Devemos fazer o aluno consciente do
processo avaliativo, todo o momento ele deveria estar sabendo quais os critérios
que estão sendo usados para avaliá-lo; quais são os objetivos a serem
alcançados naquele momento, atividade ou exercício. Nesse sentido, talvez,
pudéssemos dizer que a avaliação , de alguma forma,é ela também
filosófica.
Talvez aí também coubesse, entre todas as
técnicas possíveis, a questão da auto-avaliação. Havendo a seriedade necessária
aos alunos para encararem a auto avaliação, maturidade para que percebam que é
necessário que haja critérios e que estes têm relação com os objetivos do curso
ou da atividade específica, talvez, em algum momento o professor ache ser
possível propor uma auto-avaliação de determinado aspecto dos alunos.
“Uma coisa é verificar as opiniões dos filósofos e
descrevê-las. Outra coisa bem diferente é debater com eles aquilo que dizem, do
que falam”.
Heidegger ( 1889-1976)
Na avaliação, ferramentas como a internet
poderão ser utilizado, com critério definido; exemplo: uma consulta a
determinado site, a um blog, para comentar ou pesquisar determinado tema.
Atividades que envolvam os pais
e/responsáveis pelos educandos utilizando a informática, internet ou material
impresso podem vir em algum momento compor uma avalição, inclusive com
atribuição de notas aos educandos, que serão adequadamente orientados tanto no
efetuar das atividades, quanto na utilização das diferentes mídias que possam
encontrar-se na proposta avaliativa. A avaliação progressiva absorve a
participação dos educandos em todo o momento de sala de aula, incluindo sua
relação com educadores e colegas de sala de aula, participantes de um processo
indissociável e impreterível.
A leitura de um texto ou, trecho de um
livro e uma consequente Resenha Crítica também poderá integrar uma atividade
avaliativa, sendo que para essa ocorrência, deverão os agentes estarem
devidamente integrados e munidos de interesse comum e valorado conceito para o
bom desempenho na execução da tarefa escolar.
Neste interim, faz-se
Importante mencionar a mister conscientização da importância de se incluir os
pais e/ou responsáveis no processo avaliativo, sem o que seria ineficaz a ação
de pretender integrar os agentes educacionais no ensino aprendizagem dos
educandos.
A comunidade
necessita desafiar a ideia de que Educação é responsabilidade de governo. (g1.com.br/fantástico – vídeo), acessado em
31/03/2014.
6. BIBLIOGRAFIA:
Filosofia
no Ensino Médio ( Cedic)
ASPIS,
R. O professor de Filosofia: o ensino da Filosofia no Ensino Médio como
experiência Filosófica. In: CADERNOS CEDES, N, 64. A filosofia e seu ensino.
São Paulo: Cortez; Campinas: CEDES, 2004.
CHAUÍ,
M.S. Convite á Filosofia. São Paulo: Ática, 1998.
DELEUZE,
G; GUATTARI, F. O que é a Filosofia? Tradução: Bento Prado Júnior e Aleberto
Alonso Munoz. Rio de Janeiro: 34. 1992
FILOSOFIA/vários
autores – Curitiba: SEED – PR 2006.
GALLO.
S. KOHAN, W.O. (orgs). Filosofia no Ensino Médio. Petrópolis:
Vozes, 2000.
PARANÁ.
Secretaria de estado da educação. Superintendência da educação. Departamento de
Ensino médio. Diretrizes Curriculares de Filosofia para o Ensino Médio. Versão
premi liminar, julho 2006.
PARANÁ.
Secretaria de estado da educação. Superintendência da educação. Diretrizes
Curriculares de Filosofia para o ensino. Curitiba 2006.
REALE.
G. ANTISERI. D. História da Filosofia; Patrística e escolástica. São Paulo:
PAULUS 2003.
HISTÓRIA
DA FILOSOFIA: Antiguidade e Idade Média. 7. Ed. São Paulo: Paulus 2005. V. 1.
HISTÓRIA
DA FILOSOFIA: do Humanismo a Kant. 7. Ed. São Paulo: Paulus, 2005 V. 2.
HISTÓRIA
DA FILOSOFIA: do romantismo até nossos dias. 9. Ed. São Paulo: paulus 2005. V.
3.
FILOSOFANDO: Introdução à Filosofia. Ed. Moderna: 4° edição São Paulo, 2009.
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