O empirismo é uma doutrina filosófica que tem como
principal teórico o inglês John Locke (1632-1704), que defende uma corrente a
qual chamou de Tabula Rasa. Esta corrente afirma que as pessoas nada conhecem,
como uma folha em branco. O conhecimento é limitado às experiências
vivenciadas, e as aprendizagens se dão por meio de tentativas e erros.
Entende-se por empírico aquilo que pode ter sua veracidade ou
falsidade verificada por meio dos resultados de experiências e observações.
Teorias não bastam, somente através da experiência, de fatos ocorridos
observados, um conhecimento é considerado pelo empirista.
A percepção do Mundo externo e a abstração da realidade realizada na
mente humana são o que faz o homem adquirir sabedoria, segundo o empirismo.
Embora tenha se baseado no cartesianismo de René Descartes, ao contrário deste,
Locke não aceita a existência de idéias inatas resultantes da capacidade de
pensar da razão.
Segundo a teoria de Locke (com a qual concordavam os demais
empiristas), a razão, tem a função de organizar os dados empíricos, apenas unir
uns dados aos outros, que lhe chegam através da experiência. Segundo Locke,
“nada pode existir na mente que não tenha passado antes pelos sentidos”, ou
seja, as idéias surgem da experiência externa (via sensação), ou interna (via
reflexão), e podem ser classificadas em simples (como a idéia de largura, que
vêm da visão) ou compostas (a idéia de doença, resultado de uma associação de
idéias).
Nesse sentido, qualquer afirmação de cunho metafísico era rejeitada
no Empirismo, pois para essas afirmações não há experimentação, testes ou
controles possíveis.
Outro importante teórico empirista foi o escocês David Hume
(1711-1776), que contribuiu com a epistemologia ao discutir o princípio da
causalidade. Segundo Hume, não existe conexão causal, e sim uma seqüência
temporal de eventos, que pode ser observada.
Além de John Locke e David Hume, outros filósofos que são associados
ao empirismo são: Aristóteles, Tomás de Aquino, Francis Bacon, Thomas Hobbes,
George Berkeley e John Stuart Mill.
O empirismo causou uma grande revolução na ciência, pois graças à
valorização das experiências e do conhecimento científico, o homem passou a
buscar resultados práticos, buscando o domínio da natureza. A partir do
empirismo surgiu a metodologia científica.
Artigo por Paola Dreyer - domingo, 24 de fevereiro de 2013
Tamanho do texto: A A
Zona de conforto do homem
Zona de conforto do homem
Vida de Kant Nascido em 22 de abril de 1724 na Alemanha, sempre teve
a sua vida voltada aos estudos, sendo pragmático em seu comportamento e
atitudes, lecionou geografia e Ciências naturais, ficou conhecido por seus
estudos na área de epistemologia, ética e metafisica. Proibido de dar aulas de
religião pelo rei da Prússia por causa de suas fortes ideias sobre tal tema
Depois da morte do rei, Kant, achou por obrigação publicar seus pensamentos.
Ideia Crítica
As incertezas nas conclusões dadas pela metafísica levaram Kant a
desenvolver suas criticas a respeito desta, ou seja, ela não via um base sólida
na metafísica. Provocou, o que muitos chamaram de "Revolução
Corpenicana" na filosofia, ou seja, assim como Copérnico mostrou que o Sol
estava no centro do universo, Kant coloca a própria pessoa, o interior, para
chegar ao todo, a teoria, ou seja, mostrando um caminho inverso aquele que
estava sendo seguido até então de colocar o mundo como centro do pensamento. Colocando
a razão como centro em vez da realidade objetiva. Tratava a sensibilidade que
nos dá os objetos pela intuição para chegarmos ao entendimento, que pensa tais
objetos nos conceitos.
Pensamento Filosófico
Kant afirmava que a menoridade humana estava ligada a "zona de
conforto do homem", na preguiça de pensar, ou seja, o entendimento de suas
atitudes é ditado por outras pessoas. Tomava a religião como base para a
filosofia moral, ou seja, tinha na religião um aliado para a criação e cumprimento
de regras da sociedade.
Acreditava na melhoria de uma sociedade geração pós geração, ou
seja, através da educação via a sociedade ideal com pessoas de bem e caráter, e
melhorada a cada geração.
Solução de Kant: apriorismo
Em relação ao racionalismo e empirismo, Kant não desmerecia nenhum
dos dois meios para se chegar a uma verdade, ele proporcionou uma nova corrente
baseada no equilíbrio entre as duas correntes anteriores. O apriorismo defende
que podemos chegar a verdade, conceito, tanto pela inteligência inata,
racional, como também pelos sentidos, através da experiência.
Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos
online com certificado
A corrupção se perpetua devido o aval dado em eleições a pessoas que continuarão com maus feitos no serviço público...não acho que um (a) presidente tenha a capacidade de acabar com a corrupção, mas, certamente o povo contribui decisivamente pra isso...uma árvore produz conforme sua natureza...o país é mais que uma região, mas, uma região está quase impondo sua vontade no Brasil; vamos tomar cuidado...estamos sendo representados regionalmente... O Nordeste do Brasil é muito importante, mas, a diferença de votos nestas ELEIÇÕES deve merecer uma reflexão extremamente cuidadosa e fraterna...
Ter uma atitude filosófica é
possuir um olhar crítico sobre a realidade, questionar o inquestionável, e
trazer à reflexão o que já foi estabelecido no senso comum, isso é oprimeiro
passo para a compreensão do caos do mundo.
A decisão de não aceitar como óbvias e evidentes idéias, os fatos, os valores,
os comportamentos de nossa existência cotidiana são os delineadores
dafilosofia. Jamais aceitar algo, sem antes estudá-lo e compreendê-lo.
Pesquisa:
Atitude filosófica é uma atitude crítica e criativa frente à realidade posta
pelo mundo.
A atitude filosófica é críticaporque o ser humano tomado por tal atitude
dúvida das verdades estabelecidas pela sociedade, como por exemplo, as regras
estabelecidas que são postas em dúvida e, dessa maneira, o homem e a
mulhertomados pela crítica fundamentam as suas crenças e não ficam alienados
frente às verdades que o meio lhe impõe. Ele ou ela procuram o seu
autoconhecimento ao colocar as coisas em dúvida.
Outro pontoque faz da atitude filosófica uma atividade crítica é o fato do ser
humano parar a sua cotidianidade e duvidar da realidade. O ser humano fica
necessariamente perplexo diante da vida e com isso, ao seencantar com o
cotidiano, o ser perplexado procura as soluções dos problemas que lhe atinge.
Se o homem ou a mulher viverem imersos a assistir televisão, preso a uma tela
vinte e quatro horas por dia,conseqüentemente, não conhecerá a sua realidade, e
com isso, vai ter uma atitude alienada, passiva diante da vida. Entretanto, a
atitude filosófica faz o individuo ter uma posição afirmativa sobre osproblemas
que tocam a vida.
Uma outra característica da atitude filosófica é a criação, pois ao tomar
consciência dos problemas que cercam a vida, o homem ou a mulher perplexados
com tais questões re- inventam a vida. Desse modo, cria novas saídas para
resolver as inquietações que o mundo lhes apresenta.
A partir dos problemas que o indivíduo se conscientiza, ele constrói novos
mundos. Tudo... [continua]
Os gregos criaram vários
mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de
preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia
explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os
acontecimentos históricos.
Portanto, para buscar um
significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram
uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas,
principalmente, através da literatura oral.
Grande parte destas lendas e mitos chegou até
os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a
história da civilização da Grécia Antiga. São histórias riquíssimas em dados
psicológicos, econômicos, materiais, artísticos, políticos e culturais.
Entendendo a Mitologia Grega.
Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os
cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo
criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses,
ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas
vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus
objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem
neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as
coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a
pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma
divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida
material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes
sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.
Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga eram :
- Heróis : seres mortais, filhos de deuses com seres
humanos. Exemplos: Herácles ou Hércules e Aquiles.
- Ninfas : seres femininos que habitavam os campos e
bosques, levando alegria e felicidade.
- Sátiros : figura com corpo de homem, chifres e patas de
bode.
- Centauros : corpo formado por uma metade de homem e outra
de cavalo.
- Sereias : mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam
os marinheiros com seus cantos atraentes.
- Górgonas : mulheres, espécies de monstros, com cabelos de
serpentes. Exemplo: Medusa
- Quimera : mistura de leão e cabra que soltava fogo pelas
ventas.
Medusa Medusa: mulher com serpentes na cabeça
O Minotauro
É um dos mitos mais conhecidos e já foi tema de filmes,
desenhos animados, peças de teatro, jogos etc. Esse monstro tinha corpo de
homem e cabeça de touro. Forte e feroz, habitava um labirinto na ilha de Creta.
Alimentava-se de sete rapazes e sete moças gregas, que deveriam ser enviadas
pelo rei Egeu ao Rei Minos, que os enviavam ao labirinto. Muitos gregos
tentaram matar o minotauro, porém acabavam se perdendo no labirinto ou mortos
pelo monstro.
Certo dia, o rei Egeu resolveu enviar para a ilha de Creta
seu filho, Teseu, que deveria matar o minotauro. Teseu recebeu da filha do rei
de Creta, Ariadne, um novelo de lã e uma espada. O herói entrou no labirinto,
matou o Minotauro com um golpe de espada e saiu usando o fio de lã que havia
marcado todo o caminho percorrido.
Deuses gregos
De acordo com o gregos, os deuses habitavam o topo do Monte
Olimpo, principal montanha da Grécia Antiga. Deste local, comandavam o trabalho
e as relações sociais e políticas dos seres humanos. Os deuses gregos eram
imortais, porém possuíam características de seres humanos.
Ciúmes, inveja, traição e violência também eram
características encontradas no Olimpo. Muitas vezes, apaixonavam-se por mortais
e acabavam tendo filhos com estes. Desta união entre deuses e mortais surgiam
os heróis.
Conheça os principais deuses gregos :
Zeus - deus de todos os deuses, senhor do Céu.
Afrodite - deusa do amor, sexo e beleza.
Poseidon - deus dos mares
Hades - deus das almas dos mortos, dos cemitérios e do
subterrâneo.
Hera - deusa dos casamentos e da maternidade.
Apolo - deus da luz e das obras de artes.
Ártemis - deusa da caça e da vida selvagem.
Ares - divindade da guerra.
Atena - deusa da sabedoria e da serenidade. Protetora da
cidade de Atenas.
Cronos - deus da agricultura que também simbolizava o
tempo.
Hermes - mensageiro dos deuses, representava o comércio e
as comunicações.
Hefesto - divindade do fogo e do trabalho.
http://www.suapesquisa.com/mitologiagrega/
Os Pré- Socráticos
No estudo da história da
filosofia, os primeiros filósofos são chamados de pré-socráticos. Apesar de
passar a ideia de que existiram antes de Sócrates, o termo pré-socrático indica
uma tendência de pensamento, estando relacionado também com filósofos que viveram
na mesma época de Sócrates e até mesmo depois dele.
Aquilo que une os filósofos
pré-socráticos é a preocupação em perguntar e compreender a natureza do mundo
(a physis). Queriam entender a origem, aquilo que originou todas as coisas, o
princípio delas. Os filósofos pré-socráticos são divididos em escolas do
pensamento: Escola Jônica, Escola Itálica, Escola Eleática, Escola Atomística;
de acordo com o local e problemas discutidos por seus pensadores.
A Escola Jônica recebe este nome por se desenvolver na colônia grega Jônia, na Ásia
Menor, local onde hoje é a Turquia. Seus principais filósofos foram: Tales de
Mileto, Anaxímenes de Mileto, Anaximandro de Mileto e Heráclito de Éfeso.
Pensavam sobre o elemento primeiro, chegando a conclusões diferentes. Para
Tales, o elemento que forma todas as coisas é a Água. Para Anaximandro, o
elemento é o Ápeiron, aquilo que é ilimitado e que possibilita a união e
separação dos diferentes corpos. Para Anaxímenes, o elemento é o Ar. De acordo
com Heráclito, o elemento que representa a natureza das coisas é o fogo. Apesar
das diferenças sobre qual seria o elemento primeiro, os filósofos da Escola
Jônica pensavam o mundo como algo em movimento, a água que congela e evapora, o
ápeiron que não pode ser determinado e não é estático, o ar nada palpável e o
fogo que está sempre em movimento e transformando o que queima.
A Escola Itálica se desenvolveu no sul da Itália. O
filósofo principal desta escola foi Pitágoras de Samos. Nascido na ilha de
Samos, foi na península itálica, na cidade de Crotona, onde ele desenvolveu
suas ideias. Pensou serem os números as essências das coisas. Suas
investigações da física e matemática eram misturadas com misticismo. São
atribuídos aos discípulos de Pitágoras, os pitagóricos, diversas descobertas
matemáticas. Foi Pitágoras o responsável pela criação da palavra filosofia
(amizade pela sabedoria) ao chamar a si mesmo de filósofo (amigo da sabedoria).
A Escola Eleática se desenvolveu na cidade de Eleia, ao sul
da Itália. Seus principais filósofos foram Xenófanes de Cólofon, Parmênides de
Eleia e Zenão de Eleia. Apesar de não ter nascido em Eleia, Xenófanes se
estabeleceu na cidade após levar uma vida andando de povoado em povoado. A
ideia principal ensinada por Xenófanes e posteriormente trabalhada por
Parmênides é a ideia de Um. Xenófanes pensava no Um a partir de um pensamento
mais voltado à religião, dizendo que Deus é Um, não foi feito, é eterno,
perfeito e não se modifica. Em oposição à Escola Jônica, Parmênides pensa que o
mundo é formado por um Ser-Absoluto, que não foi feito, é eterno, perfeito e
não se modifica. Contra a ideia de movimento, Zenão desenvolveu argumentações
que foram e são muito discutidas. Entre elas está a ideia de que uma flecha em
voo sempre ocupa o seu espaço de flecha, logo a flecha está em repouso e todo
movimento é uma ilusão.
A Escola Atomística, ou atomismo, desenvolveu-se a partir
da ideia de que são vários os elementos que formam as coisas. A ideia de átomo
(a = negação e tomos = divisão, ou seja, aquilo que não pode ser dividido) foi
desenvolvida por Leucipo de Mileto e depois trabalhada por Demócrito de Abdera
e Epicuro de Samos. Para Leucipo, o mundo é formado a partir do choque
aleatório e imprevisível de infinitos átomos.
Embora diversos destes filósofos tenham escrito mais sobre
outros assuntos do que sobre a natureza das coisas, como é o caso de Demócrito,
que escreveu sobre ética, é o questionar-se sobre a natureza das coisas que os
une neste período.
Filipe Rangel Celeti
Colaborador Mundo Educação
Bacharel em Filosofia pela Universidade Presbiteriana
Mackenzie - SP
Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela
Universidade Presbiteriana Mackenzie – SP
Objeto próprio da teologia é o primeiro motor imóvel, ato
puro, o pensamento do pensamento, isto é, Deus, a quem Aristóteles chega
através de uma sólida demonstração, baseada sobre a imediata experiência,
indiscutível, realidade do vir-a-ser, da passagem da potência ao ato. Este vir-a-ser, passagem da potência ao ato,
requer finalmente um não-vir-a-ser, motor imóvel, um motor já em ato, um ato
puro enfim, pois, de outra forma teria que ser movido por sua vez. A
necessidade deste primeiro motor imóvel não é absolutamente excluída pela
eternidade do vir-a-ser, do movimento, do mundo. Com efeito, mesmo admitindo
que o mundo seja eterno, isto é, que não tem princípio e fim no tempo, enquanto
é vir-a-ser, passagem da potência ao ato, fica eternamente inexplicável,
contraditório, sem um primeiro motor imóvel, origem extra-temporal, causa
absoluta, razão metafísica de todo devir. Deus, o real puro, é aquilo que move
sem ser movido; a matéria, o possível puro, é aquilo que é movido, sem se mover
a si mesmo.
A palavra “helenística”
deriva de helenismo, termo que corresponde ao período que vai de Alexandre
Magno, o macedônico, até o da dominação romana (fim do séc. IV a. C. ao fim do
séc. I d.C.). Alexandre foi o grande responsável por estender a influência
grega desde o Egito até a Índia.
A filosofia helenística
corresponde a um desenvolvimento natural do movimento intelectual que a
precedeu e torna a defrontar-se muitas vezes com temas pré-socráticos; porém,
sobretudo ela é profundamente marcada pelo espírito socrático. A experiência
com outros povos também lhe permitiu desempenhar certo papel no desenvolvimento
da noção de cosmopolitismo, isto é, da ideia de homem como cidadão do mundo.
As escolas helenísticas
têm em comum a atividade filosófica, como amor e investigação da sabedoria,
sendo esta um modo de vida. Elas não se diferenciavam muito na escolha da forma
de sabedoria. Todas elas definiam a sabedoria como um estado de perfeita
tranquilidade da alma. Nesse sentido, a filosofia é uma terapêutica dos
cuidados, das angústias e da miséria humana, miséria resultante das convenções
e obrigações sociais.
Todas as escolas
helenísticas trazem certa herança socrática ao admitir que os homens estão
submersos na miséria, na angústia e no mal, porque estão na ignorância; o mal
não está nas coisas, mas no juízo de valor que os homens atribuem a elas. Disso
decorre uma exigência: que os homens cuidem de mudar radicalmente seus juízos
de valor e seu modo de pensar e ser. E isso só é possível mediante a paz interior
e a tranquilidade da alma.
Mas se há semelhanças
entre as escolas quanto ao modo de conceber a filosofia como terapia da alma,
há também diferenças significativas. Há os dogmáticos, para os
quais a terapia consiste em transformar os juízos de valor e há os céticos e cínicos,
para os quais se trata de suspender todos os juízos. Dentre as dogmáticas, que
concordam que a escolha filosófica fundamental deve corresponder a uma
tendência inata do homem, dividem-se em epicurismo, que entende que
é a investigação do prazer que motiva toda atividade humana, e o
platonismo, o aristotelismo e o estoicismo, para os quais,
segundo a tradição socrática, o amor do Bem é o instinto
primordial do ser humano.
O estoicismo e o
epicurismo distinguem-se da filosofia platônico-aristotélica por uma
consciência da urgência da decisão moral, mas têm diferenças e semelhanças na
forma de conceber o método de ensino. Platonismo, aristotelismo e estoicismo
têm em comum a missão de formar os cidadãos para serem dirigentes políticos.
Essa formação visa atingir uma habilidade para o uso da palavra por meio de
numerosos exercícios retóricos e dialéticos, extraindo os princípios da ciência
política. Por essa razão, vários homens vão à Atenas, vindos da África, da
Itália, etc., para aprender a governar. Mas antes precisam aprender a governar
a si mesmo, para depois aprender a governar os outros. Exercitam a sabedoria
para assimilar intelectual e espiritualmente os princípios de pensamento e de
vida contida nela. O diálogo vivo e a discussão entre mestre e discípulo são os
meios indispensáveis.
O ensino estoico segue
tanto a dialética quanto a retórica, enquanto os discursos epicuristas seguiam
uma forma resolutamente dedutiva, isto é, partiam dos princípios para chegar à
conclusão.
O esforço estoico para
apresentar a sua filosofia num corpo sistemático exigia de seus discípulos que
tivessem sempre presente no espírito, por um trabalho constante da memória, o
essencial de seus dogmas. A noção de sistema para estoicos e epicuristas não
tem a ver com a construção conceitual, desprovido da intenção vital. O sistema
tem como finalidade reunir sob forma condensada os dogmas fundamentais que não
dispensam uma argumentação rigorosa, formulada em sentenças curtas (máximas)
para ganhar força persuasiva e maior eficácia mnemotécnica (memória). Estas
escolas têm o sistema como conjunto coerente de dogmas que
estão intimamente ligados ao modo de vida praticado.
As escolas estoica e
epicurista são consideradas dogmáticas por seguirem uma série de fórmulas
construídas num corpo coerente que são essencialmente ligadas à vida prática. As escolas
platônicas e aristotélicas são reservadas a uma elite que vive no ócio e tem
tempo para estudar, investigar e contemplar, as escolas estoica e epicurista
adotaram o espírito popular e missionário de Sócrates, dirigindo-se a todos os
homens, ricos ou pobres, homens ou mulheres, livres ou escravos. Qualquer um
que adote o seu modo de vida será considerado filósofo, mesmo que não
desenvolva, por escrito ou oralmente, um discurso filosófico.
O ceticismo e o
cinismo são também uma filosofia popular e missionária, de certo modo exagerado
em suas tendências: o primeiro suspende o juízo sobre a realidade, duvidando de
que seja possível algum conhecimento seguro e estável ou verdadeiro
absolutamente; o segundo refere-se à total indiferença ao mundo e a si mesmo,
promovendo um estado de tranquilidade interior e imperturbabilidade. Ambas
dirigem-se a todas as classes da sociedade, instruindo com a própria vida,
denunciando as convenções sociais e propondo um retorno à simplicidade da vida
conforme a natureza.
Por João Francisco
P. Cabral
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
RACIONALISMO:
O Racionalismo é uma corrente
filosófica baseada nas operações mentais para definir a viabilidade e
efetividade das proposições apresentadas.
Essa corrente surgiu como doutrina no
século I antes de Cristo para enfatizar que tudo que é existente é decorrente
de uma causa. Muito tempo depois,
já na Idade Moderna, os filósofos racionalistas adotaram a matemática como
elemento para expandir a ideia de razão e a explicação da realidade. Dentre
seus adeptos, destacou-se o francês René Descartes que elaborou um método baseado na geometria e
nas regras do método científico. Suas ideias influenciaram diversos outros
intelectuais, como Spinoza e Leibniz. Este, por exemplo,
desenvolveu o método de cálculo infinitesimal e defendeu o Racionalismo dizendo
que algumas ideias e princípios são percebidos pelos nossos sentidos, mas não
estão neles as origens. Seus argumentos tinham grande amparo da geometria, da
lógica e da aritmética. As elaborações de Descartes também impulsionaram muito
o método científico em função das quatro regras que utilizou para elaborar seu
método racionalista.As regras diziam que jamais se deveria
acolher algo como verdadeiro enquanto não fosse verificado, que era preciso
fragmentar as dificuldades para examiná-las mais de perto, que era preciso
impor ordem aos pensamentos e, por fim, fazerenumerações e revisões para não correr o risco
de omissões.
A partir da Idade Moderna, o Racionalismo
obteve grande crescimento como corrente filosófica e não se pode desvincular
essas ideias das aplicações matemáticas. Tradicionalmente, o Racionalismo era
definido pelo raciocínio como operação mental, discursiva e lógica para extrair
conclusões. As inovações humanas apresentadas com o advento do Renascimento
consolidaram o Racionalismo com o acréscimo de elaborações e verificações
matemáticas. Para o Racionalismo, tudo tem uma causa inteligível, mesmo que não
possa ser demonstrada empiricamente. O Racionalismo foi importante elemento do
mundo Moderno para superar o mundo Medieval, pois privilegia a razão em
detrimento das experiências do mundo sensível, ou seja, o método mítico como se
tinha acesso ao conhecimento durante a Idade Média. Assim, o Racionalismo é
baseado na busca da certeza e da demonstração.
na história da matemática, foi um artifício de cálculo. Concebido como
um número tão pequeno quanto se queira, porém ainda maior que zero, foi
utilizado nas definições intuitivas de derivada e integral.
Segundo John Kirkby (1735), um infinitesimal é aquilo que
é infinitamente menor que qualquer quantidade concebível; é como um grão de sal
comparado com o globo terrestre, ou um instante de tempo comparado com um
milhão de eras. Como corolário, quaisquer quantidades cuja diferença seja
um infinitesimal devem ser consideradas iguais.1
Infinitesimais foram usados na definição original, por Leibniz, da derivada de uma quantidade.Nota 1 A derivada de x
y era calculada somando-se infinitésimos dx e dy a,
repectivamente, x e y, subtraindo o valor inicial
e desprezando-se infinitésimos de ordem maior (ou seja, dx dy):2
d(x y) = (x + dx) (y + dy)
- x y = x y + x dy + y dx + dx dy - x y = x dy + y dx
A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE FILOSOFIA E
SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO.
Enviado por
IZABEL BRAZ DA CR... em sex, 20/06/2014 - 18:47.
A importância das
disciplinas de Sociologia e Filosofia
A disciplina de
filosofia é cultural, de modo que se trabalha o processo histórico do filósofo
estudado, seus pensamentos e modo de vida, tentando buscar no aluno o
desenvolvimento de seu próprio pensamento.De acordo com os PCNs, o ensino de
filosofia e sociologia, busca uma reflexão:[...] para além dos conteúdos
concretos a serem ensinados, o que está em questão é, antes, a necessidade de
tornar familiar ao estudante um modo de pensar [...]; a conexão interna entre
conteúdos e métodos devem tornar-se evidente: que o estudante tenha se
apropriado significativamente de um determinado conteúdo significa, ao
mesmo tempo, que ele se apropriou conscientemente de um método de acesso a
esses conteúdos.A LDB Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996. No artigo 36 da Seção
IV, Capítulo II, Título V, que expõe sobre o currículo do Ensino Médio,
menciona apenas, em seu parágrafo 1º, inciso III: “os conteúdos, as
metodologias e as formas de avaliação serão organizadas de tal forma que ao
final do Ensino Médio o educando demonstre (...) domínio dos conhecimentos de
Filosofia e Sociologia necessários ao exercício da cidadania.” Isto quer dizer,
que a filosofia, torna-se de suma importância para o desempenho intelectual do
estudante, quanto à forma de absorção dos conhecimentos por métodos e caminhos
ensinados pelos professores, estes que hoje, “inventam” uma prática de
aprendizado que faça sentido para os alunos usarem no
dia-a-dia. Muitos programas de Filosofia e Sociologia no Ensino
Médio usam recortes de sua história seguindo apenas a linha do tempo, limitando
o ensino desta matéria, não retratando os aspectos centrais das disciplinas, e
os conteúdos estruturantes e específicos.O interessante nessas disciplinas é
passar aos educandos a parte filosófica e sociológica, de modo que eles possam
se conhecer, desenvolver seu pensamento crítico e criar seus próprios
conceitos, quanto à vida social.
Viver sem filosofar
é como ter os olhos fechados sem jamais fazer esforço para abri-los; e o prazer
de ver todas as coisas que nossa vista descobre não é comparável à satisfação
que dá o conhecimento daquelas que se encontram pela filosofia; e seu estudo é
mais necessário para regular nossos costumes e nos conduzir na vida que o uso
dos nossos olhos para guiar nossos passos”. René Descartes (1596-1650), na
Carta-prefácio aos Princípios da sua obra Discurso do Método.
Questões a ser respondidas pelos primeiros anos dos Colégios
Estaduais – Nilo Cairo, Talita Bresolin e Godomá.
Professor Selson
Domingo 27/07/2014.
1.Faça
um paralelo entre o filosofar na Grécia e na Roma Antiga com o filosofar hoje.
As possibilidades e os instrumentos a disposição de cada era no processo do
pensamento.
2.Como
o taylorismo e o fordismo contribuíram para o processo do trabalho? Trouxe
benefícios aos trabalhadores? Aponte alguns deles.
3.Cite
o texto bíblico encontrado em Gênesis, que fala sobre a necessidade do trabalho
como provedor do pão diário.
4.Converse
com seus pais e /ou responsáveis sobre os benefícios do trabalho para a família
e como o trabalho interfere positiva ou negativamente na vida familiar.
5.Converse
com seus pais e/ou responsáveis sobre como a tecnologia tem contribuído para
facilitar a vida no trabalho e no lazer da família. Como a tecnologia tem
contribuído para a expressão cultural familiar? As redes sociais, os aparelhos
nos shoppings, enfim, como a família tem sido beneficiada com a expansão
tecnológica em todos os sentidos de sua vida. Quais benefícios ou prejuízos a
tecnologia tem proporcionado a todos?
Entre todos os discípulos de Sócrates, o mais importante continuador de sua obra e que viria a superar os passos do próprio mestre, ao fazer a primeira sistematização do pensamento filosófico, foi Platão (428 a.C. - 347 a.C.).
Nascido em Atenas ou na localidade próxima de Egina, Arístocles (seu nome de batismo) veio ao mundo em uma família politicamente importante. Seu pai era descendente de Codro, o último rei de Atenas, e sua mãe teve entre seus antepassados o famoso legislador ateniense Sólon e possuía parentesco com Crítias e Cármides, dois dos Trinta Tiranos que governaram a cidade após a guerra do Peloponeso.
Em suas primeiras décadas de vida, os interesses de Platão ainda não eram filosóficos. Inicialmente ganhou fama como um exímio lutador, advindo daí o apelido pelo qual o conhecemos até hoje (Platão, do grego plato, significa plano, mas também “largo” e “amplo”; ao que consta, era uma referência ao seu porte físico). Conseguiu alguma fama ao vencer os Jogos Ístmicos, embora não tenha conseguido chegar aos Jogos de Olímpia. Pouco depois tentou investir em carreira literária, mas seu sucesso foi limitado. Por fim, decidiu estudar a filosofia de Sócrates.
Após a morte de seu mestre, Platão partiu em longas viagens, nas quais seu pensamento filosófico se tornou mais maduro e refinado. Prova disso foram as ideias que desenvolveu em suas obras, as quais foram escritas em forma de diálogos, quase sempre tendo Sócrates como personagem principal.
Dentre todos os diálogos platônicos, aquele que talvez sintetize com mais clareza o ponto central de sua filosofia tenha sido Timeu. Nesta obra, Platão estabelece a famosa diferença entre o mundo sensível (o mundo concreto no qual vivemos) e o mundo das ideias — eidos, em grego.
Segundo sua descrição, no início dos tempos, havia apenas as ideias — o Bem, a Verdade, o Humano, etc — até que um ser supremo, chamado Demiurgo, decidiu criar coisas a partir das mesmas. Essa teria sido a origem do mundo e de tudo que há nele (as pessoas, as sociedades, os costumes, e assim por diante). Para Platão, as obras do Demiurgo foram ricas, porém imperfeitas: baseavam-se em ideias perfeitas, mas eram apenas cópias.
A partir daí, segundo o filósofo, qualquer compreensão adequada sobre as coisas do mundo sensível deveria abstrair as suas imperfeições e chegar até a sua essência, chegar até o seu ideal. Por exemplo: no mundo existem diversos tipos de cães – grandes, pequenos, claros, escuros, etc — mas apesar das diferenças, todos eles são cães, ou seja, todos têm em si a essência do que é um cão.
O mesmo raciocínio vale para os valores humanos. Enquanto os sofistas afirmavam, por exemplo, que justiça e injustiça eram meras convenções, Platão dizia que na verdade elas pareciam convenções porque havia muitas concepções diferentes de justiça; mas, se comparássemos todas elas e deixássemos de lado suas diferenças para olhar apenas o que nelas havia em comum, surgiria daí a essência do que era a Justiça.
Essa noção platônica de mundo sensível e mundo inteligível marcou época em toda a filosofia posterior e além, influenciando até mesmo muitos pensadores do cristianismo como Santo Agostinho. Porém, como nada em filosofia é isolado, cabe dizer que Platão teve duas grandes inspirações: Sócrates, através de seu método dialético e Pitágoras, através da sua noção de que além das aparências havia sempre uma essência simétrica, perfeita e harmoniosa (no caso pitagórico essa essência eram os números).
No fim de sua vida, Platão criou a primeira instituição filosófica da história. Comprou, nos arredores de Atenas, uma propriedade onde recebia discípulos para debates. Situada num lugar chamado Jardins de Academos, passaria à história como a Academia.
Luciano Vieira Francisco Colaborador Brasil Escola Graduado em História pela Universidade Cruzeiro do Sul – UNICSUL Especialista em Formação de docentes para o ensino superior no Centro Universitário Assunção – UNIFAI Mestre em História Social pela Universidade de São Paulo - USP
TEXTO FALTANTE PARA O PRIMEIRO A DO TALITA BRESOLIN
* Taylor racionaliza o processo produtivo, criando o taylorismo. Racionaliza estudando o trabalhador para aumentar a produção. * Forde "aprimora" ainda mais o processo quando cria a divisão do trabalho. Cada trabalhador desempenha funções restritas. * Essas mudanças provocam a produção em série e a produção em massa. * A produção industrial muda muito nos anos 70 e 80. Nos anos de 1970 e 1980, a rigidez do taylorismo e do fordismo foi quebrada. * A regra agora é a busca por uma maior eficiência. - O trabalhador passa a ser mais participativo; - Privilegia-se o trabalho em equipe; - A busca por eficiência trás os serviços terceirizados. - Nesse contexto os sindicatos são enfraquecidos; - A racionalidade do trabalho trás o medo do desemprego;
* O trabalhador no mundo pós-industrial.
- A partir da segunda metade do século passado surge a sociedade pós-industrial; - Há um aumento dos dos serviços nos setores da economia; - A ordem atual é marcada pelo crescente uso da informação e pelo consumismo; - Surge o tele-trabalho; - Há uma valorização da ética dentro dos diversos campos do profissionais; - Surgem as organizações não governamentais, as ONGs.
As questões de Filosofia têm por objetivo aferir o conhecimento do candidato quanto aos aspectos
teóricos e metodológicos, no que se referem à história, às escolas, aos autores, aos sistemas
filosóficos e aos conceitos fundamentais, bem como o conhecimento de domínios específicos, dentre
os quais, a Lógica, a Ética, a Estética, a Filosofia Política, a Filosofia da Ciência. Para esse fim,
estrutura os conteúdos segundo as Diretrizes Curriculares Estaduais do Estado do Paraná.
1.ª ETAPA
1. Mito e Filosofia
1.1 Utilidade da filosofia.
1.2 Do mito ao saber filosófico.
1.3 Sócrates e os sofistas.
1.4 A filosofia helenista.
1.5 Platão: mundo sensível / mundo inteligível.
1.6 Aristóteles: metafísica e causalidade.
2. Teoria do conhecimento
2.1 Senso comum, bom senso.
2.2 O ceticismo.
2.3 O racionalismo.
2.4 O empirismo.
2.5 O criticismo.
3. Lógica e pensamento
2.ª ETAPA
1. Ética
1.1 Ética e moral.
1.1.1 Liberdade e determinismo.
1.1.2 Ação e verdade.
1.2 A Ética no período clássico.
1.3 A Ética no período medieval.
1.4 A moralidade em Kant: o imperativo categórico.
1.5 O Utilitarismo.
1.6 A Ética contemporânea.
1.6.1 A bioética.
1.6.1.1 O meio ambiente
1.6.2 Direitos humanos.
1.6.3 Responsabilidade social.
1.7 Existencialismo.
2. Filosofia política
2.1 A pólis e a formação do cidadão.
2.2 Política medieval.
2.3 Contratualismo clássico.
2.4 Republicanismo.
2.5 Direitos público e privado.
2.6 Estado e sociedade civil.
2.6.1 Socialismo / liberalismo.
2.7 A escola de Frankfurt.
12
ÚLTIMA ETAPA
1. Filosofia da Ciência
1.1 A Ciência na História.
1.2 Ciência e poder.
1.3 Os mitos da ciência.
1.4 O positivismo.
2. Linguagem e cultura
3. Fenomenologia
4. Estética
4.1 Conceitos fundamentais da Estética.
4.1.1 Imitação e expressão.
4.1.2 Juízo de gosto e teorias do gênio.
4.1.3 O belo e o sublime.
4.1.4 A indústria cultural.
SOCIOLOGIA
As questões de Sociologia pretendem selecionar os candidatos capazes de refletir criticamente sobre
a sociedade em que vivem, a partir do instrumental analítico das Ciências Sociais e das suas
relações com outras áreas, tais como: História, Geografia e Literatura. Os conteúdos selecionados
estão adequados aos Parâmetros Curriculares Nacionais e tratam de temas relevantes para o
desenvolvimento de uma cidadania ativa e consciente dos estudantes, em seus vários espaços de
ação social.
1.ª ETAPA
1.
O contexto histórico do surgimento da Sociologia:
1. Revolução Industrial e Revolução
Francesa.
2. Primeiras Formulações: da Filosofia Social à Física Social de Comte.
3. A crítica da sociedade capitalista em Karl Marx.
4. Fato social e anomia em Durkheim.
5. Ação social subjetividade em Max Weber.
6. A Sociologia no Brasil: Euclides da Cunha, Gilberto Freire, Sérgio Buarque de Holanda e
Florestan Fernandes.
7. Instituições sociais: Família, Igreja e Escola.
2.ª ETAPA
1. As relações de trabalho e suas transformações.
2. O conceito de política.
3. Poder e ideologia.
4. As formas de governo e o surgimento do Estado Moderno.
5. Cidadania: o conceito e a sua construção histórica.
6. Representação política: eleições e partidos políticos.
7. Movimentos sociais e participação política no Brasil.
ÚLTIMA ETAPA
1. O método etnográfico e o saber antropológico.
2. O conceito de cultura.
3. Diversidade cultural e etnocentrismo.
4. Indústria cultural e cultura de massa.
5. Cultura brasileira e identidade nancional.
6. Mundialização do capital e processos de globalização.
HISTÓRIA
As questões de História da prova de Conhecimentos Gerais pretendem identificar candidatos com
consciência crítica da realidade na qual se encontram inseridos, com capacidade de reflexão acerca
das sociedades ao longo do tempo, e que sejam capazes de compreender e inter-relacionar fatos
históricos com conhecimentos produzidos em outras áreas. Em consonância com as recomendações
dos Parâmetros Curriculares Nacionais para a área de História, os conteúdos selecionados visam
aferir o desenvolvimento, por parte dos candidatos, dos conceitos de História, processo histórico,
tempo, sujeito histórico, trabalho, poder, cultura, memória e cidadania. Na prova de Conhecimentos
Específicos, pretende-se aferir as habilidades cognitivas importantes para a História, tais como a
capacidade de comparar processos históricos distintos no espaço e no tempo, de identificar
transformações e permanências, de estabelecer conexões entre o presente e o passado, de
interpretar as diversas modalidades de fonte histórica e de produzir a análise e a síntese acerca dos
conteúdos apreendidos. Nessa perspectiva, também serão abordados aspectos históricos do Estado
do Paraná.
1.ª ETAPA
1. Antiguidade Ocidental Greco-Romana
1.1 Democracia, cidadania e escravidão.
1.2 Cultura da pólis.
1.3 A expansão romana e a política imperial.
1.4 A crise do século III d.C.
2. O Ocidente na Idade Média
2.1 A sociedade feudal.
2.2 A economia medieval.
2.3 O Estado e a Igreja.
2.4 Cultura e saber.
3. História Moderna
3.1 A crise da sociedade medieval e o nascimento do mundo moderno.
3.2 As transformações históricas na Europa Ocidental no fim da Idade Média e a formação dos
Estados Nacionais.
3.3 As grandes navegações e a revolução comercial a partir do século XV.
4. História do Brasil
4.1 O período colonial: economia, política, sociedade e cultura.
5. História do Paraná
5.1 O processo de colonização do Paraná: questões indígenas, cultura, relações de trabalho,
movimentos populacionais, conflitos sociais e relações econômicas.
2.ª ETAPA
1. História Moderna e Contemporânea
1.1 O Renascimento, a reforma religiosa e a revolução científica.
1.2 A colonização nas Américas e o Mercantilismo.
1.3 As sociedades indígenas e o impacto das invasões conquistadoras.
1.4 As revoluções burguesas na Inglaterra e na França.
1.5 A Revolução Industrial e o desenvolvimento do capitalismo.
1.6 O liberalismo e o pensamento protecionista nos séculos XVIII e XIX.
1.7 A crise dos impérios coloniais e o processo de independência nas Américas.
19
1.8 Conservadorismo, nacionalismo e socialismo no século XIX.
1.9 Os Estados Unidos: formação socioeconômica, expansão territorial, guerra civil e
industrialização.
2. História do Brasil
2.1 O período imperial (1822-1889): economia, política, sociedade e cultura.
2.2 A instalação da ordem republicana: economia, política, sociedade e cultura.
3. História do Paraná
3.1 O Paraná no século XIX: questões indígenas, cultura, relações de trabalho, movimentos
populacionais, conflitos sociais e relações econômicas.
ÚLTIMA ETAPA
1.
História Contemporânea
1.1 A América Latina no século XX.
1.2 As grandes guerras e as revoluções no século XX.
1.3 A ordem burguesa, a democracia liberal e o totalitarismo no século XX.
1.4 A nova ordem internacional: guerra fria, crise do socialismo e do Estado do Bem-Estar
Social nos séculos XX e XXI.
1.5 Os movimentos sociais nos séculos XX e XXI.
1.6 Globalização, blocos econômicos, neoliberalismo, meio ambiente e desenvolvimento
tecnológico.
1.7 África e Ásia: escravidão, colonização, descolonização e conflitos regionais.
1.8 O terrorismo no século XXI e os conflitos internacionais.
2. História do Brasil
2.1 A consolidação da república oligárquica.
2.2 A crise dos anos 1920 e o governo Vargas: economia, política, sociedade e cultura.
2.3 Estado e sociedade no período populista.
2.4 O golpe de 1964 e a militarização da sociedade.
2.5 A redemocratização da sociedade e os novos movimentos sociais.
2.6 Economia, política, sociedade e cultura no Brasil do século XXI.
3. História do Paraná
3.1 Do século XX aos dias atuais: questões indígenas, cultura, relações de trabalho,
movimentos populacionais, conflitos sociais e relações econômicas.
GEOGRAFIIA
As questões de Geografia têm como objetivo avaliar se os candidatos possuem conhecimentos sobre
o espaço geográfico e o papel das dimensões políticas, econômicas, demográficas, culturais e
socioambientais na sua organização e dinâmica. Visam, também, verificar a capacidade de análise e
compreensão dos conflitos e contradições inerentes à organização de um determinado espaço, o
grau de conhecimento e articulação das diversas categorias em Geografia e as formas de tratamento
e representação dos fatos geográficos, de acordo com as ênfases dadas pelas Diretrizes
Curriculares de Geografia. O conhecimento sobre o território paranaense também sujeita-se à
avaliação.
1.ª ETAPA
GEOGRAFIA GERAL
1. A formação e a transformação das paisagens
1.1 Os conceitos geográficos fundamentais.
1.2 Localização e orientação.
1.3 Movimento da terra e fusos horários.
1.4 Representação cartográfica.
2. A dinâmica da natureza e as transformações geradas pela ação antrópica
2.1 Estrutura geológica.
2.1.1 Estrutura da terra.
2.1.2 Tectônica de placas.
2.1.3 Rochas.
2.2 O relevo.
2.2.1 As estruturas e as formas do relevo.
2.2.2 Os agentes internos e externos.
2.3 O clima.
2.3.1 Fatores e elementos do clima.
2.3.2 Circulação atmosférica.
2.3.3 Fenômenos climáticos.
2.3.4 Tipos climáticos.
2.4 Biomas.
2.5 Solos.
2.6 Hidrografia.
3. Formação, localização, exploração dos recursos naturais
3.1 Os recursos naturais, tipos e formas de ocorrência.
3.2 As fontes de energia.
3.3 Os impactos ambientais gerados pela exploração e pelo uso dos recursos naturais.
2.ª ETAPA
GEOGRAFIA DO BRASIL
1. As bases físicas do Brasil
1.1 Estrutura geológica e as formas do relevo (classificação do relevo).
1.2 Circulação atmosférica e os climas do Brasil.
1.3 As bacias hidrográficas.
1.4 Os biomas.
1.5 Os domínios morfoclimáticos.
16
2. Formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais
2.1 Recursos naturais – tipos, formas de ocorrência e aplicações.
2.2 Impactos ambientais decorrentes da exploração e do uso dos recursos naturais.
3. Industrialização e organização do espaço
3.1 Indústria e industrialização no Brasil.
3.2 Distribuição espacial das indústrias.
3.3 Matriz energética.
4. A dinâmica do espaço rural
4.1 Colonização e estrutura fundiária.
4.2 Relações de trabalho no campo.
4.3 Reforma agrária e conflitos rurais.
4.4 Transformações tecnológicas no campo.
4.5 Sistemas de produção.
4.6 Cooperativas e agroindústrias.
4.7 Fronteiras agrícolas.
4.8 Impactos ambientais no espaço rural.
5. As relações entre o campo e a cidade na sociedade capitalista
5.1 Urbanização brasileira .
5.2 Hierarquia das cidades e rede urbana .
5.3 Êxodo rural .
5.4 Problemas socioambientais urbanos .
6. O espaço em rede
6.1 Produção, transporte e comunicação na atual configuração territorial brasileira.
6.2 A circulação de mão-de-obra, do capital, das mercadorias e das informações.
7. A evolução demográfica, a distribuição espacial da população e os indicadores estatísticos
7.1 Composição étnica da população.
7.2 Dinâmica populacional: taxas de natalidade, mortalidade geral e infantil, densidade
demográfica, pirâmides etárias, população econômica ativa e inativa, IDH.
7.3 Os movimentos migratórios e suas motivações.
8. As manifestações socioespaciais da diversidade cultural
9. Regionalização do Brasil
9.1 Critérios adotados de regionalização.
9.2 As divisões regionais.
ÚLTIMA ETAPA
GEOGRAFIA GLOBAL
1. A revolução técnico-científico-informacional e os novos arranjos no espaço da produção
1.1 Revolução industrial.
1.2 Revolução tecnocientífica e informacional.
2. O espaço em rede
2.1 Produção, transporte e comunicação na atual configuração territorial.
17
2.2 Circulação de mão-de-obra, do capital, das mercadorias e das informações.
3. Formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios
3.1 Geopolítica da globalização.
4. A formação, o crescimento das cidades, a dinâmica dos espaços urbanos e a urbanização
recente
4.1 Megacidades.
4.2 Cidades globais.
4.3 A formação das cidades.
4.4 Os tecnopólos.
5. A evolução demográfica, a distribuição espacial da população e os indicadores estatísticos
5.1 Teorias demográficas.
5.2 Dinâmica da população mundial – indicadores estatísticos.
5.3 Os movimentos migratórios e suas motivações.
6. As manifestações socioespaciais da diversidade cultural
7. O comércio e as implicações socioespaciais
8. As diversas regionalizações do espaço geográfico
8.1 A regionalização mundial: Norte-Sul, DIT (divisão internacional do trabalho).
9. As implicações socioespaciais do processo de mundialização
9.1 Desigualdades socioeconômicas.
10. A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado