domingo, 26 de outubro de 2014

EMPIRISMO E CRITICISMO

    EMPIRISMO E CRITICISMO
Por Thais Pacievitch  
    O empirismo  é uma doutrina filosófica que tem como principal teórico o inglês John Locke (1632-1704), que defende uma corrente a qual chamou de Tabula Rasa. Esta corrente afirma que as pessoas nada conhecem, como uma folha em branco. O conhecimento é limitado às experiências vivenciadas, e as aprendizagens se dão por meio de tentativas e erros.
Entende-se por empírico aquilo que pode ter sua veracidade ou falsidade verificada por meio dos resultados de experiências e observações. Teorias não bastam, somente através da experiência, de fatos ocorridos observados, um conhecimento é considerado pelo empirista.

A percepção do Mundo externo e a abstração da realidade realizada na mente humana são o que faz o homem adquirir sabedoria, segundo o empirismo. Embora tenha se baseado no cartesianismo de René Descartes, ao contrário deste, Locke não aceita a existência de idéias inatas resultantes da capacidade de pensar da razão.

Segundo a teoria de Locke (com a qual concordavam os demais empiristas), a razão, tem a função de organizar os dados empíricos, apenas unir uns dados aos outros, que lhe chegam através da experiência. Segundo Locke, “nada pode existir na mente que não tenha passado antes pelos sentidos”, ou seja, as idéias surgem da experiência externa (via sensação), ou interna (via reflexão), e podem ser classificadas em simples (como a idéia de largura, que vêm da visão) ou compostas (a idéia de doença, resultado de uma associação de idéias).

Nesse sentido, qualquer afirmação de cunho metafísico era rejeitada no Empirismo, pois para essas afirmações não há experimentação, testes ou controles possíveis.

Outro importante teórico empirista foi o escocês David Hume (1711-1776), que contribuiu com a epistemologia ao discutir o princípio da causalidade. Segundo Hume, não existe conexão causal, e sim uma seqüência temporal de eventos, que pode ser observada.

Além de John Locke e David Hume, outros filósofos que são associados ao empirismo são: Aristóteles, Tomás de Aquino, Francis Bacon, Thomas Hobbes, George Berkeley e John Stuart Mill.

O empirismo causou uma grande revolução na ciência, pois graças à valorização das experiências e do conhecimento científico, o homem passou a buscar resultados práticos, buscando o domínio da natureza. A partir do empirismo surgiu a metodologia científica.


CRITICISMO KANTIANO
Artigo por Paola Dreyer - domingo, 24 de fevereiro de 2013
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Zona de conforto do homem
Zona de conforto do homem
Vida de Kant Nascido em 22 de abril de 1724 na Alemanha, sempre teve a sua vida voltada aos estudos, sendo pragmático em seu comportamento e atitudes, lecionou geografia e Ciências naturais, ficou conhecido por seus estudos na área de epistemologia, ética e metafisica. Proibido de dar aulas de religião pelo rei da Prússia por causa de suas fortes ideias sobre tal tema Depois da morte do rei, Kant, achou por obrigação publicar seus pensamentos.

Ideia Crítica
As incertezas nas conclusões dadas pela metafísica levaram Kant a desenvolver suas criticas a respeito desta, ou seja, ela não via um base sólida na metafísica. Provocou, o que muitos chamaram de "Revolução Corpenicana" na filosofia, ou seja, assim como Copérnico mostrou que o Sol estava no centro do universo, Kant coloca a própria pessoa, o interior, para chegar ao todo, a teoria, ou seja, mostrando um caminho inverso aquele que estava sendo seguido até então de colocar o mundo como centro do pensamento. Colocando a razão como centro em vez da realidade objetiva. Tratava a sensibilidade que nos dá os objetos pela intuição para chegarmos ao entendimento, que pensa tais objetos nos conceitos.

Pensamento Filosófico
Kant afirmava que a menoridade humana estava ligada a "zona de conforto do homem", na preguiça de pensar, ou seja, o entendimento de suas atitudes é ditado por outras pessoas. Tomava a religião como base para a filosofia moral, ou seja, tinha na religião um aliado para a criação e cumprimento de regras da sociedade.

Acreditava na melhoria de uma sociedade geração pós geração, ou seja, através da educação via a sociedade ideal com pessoas de bem e caráter, e melhorada a cada geração.

Solução de Kant: apriorismo
Em relação ao racionalismo e empirismo, Kant não desmerecia nenhum dos dois meios para se chegar a uma verdade, ele proporcionou uma nova corrente baseada no equilíbrio entre as duas correntes anteriores. O apriorismo defende que podemos chegar a verdade, conceito, tanto pela inteligência inata, racional, como também pelos sentidos, através da experiência.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/35141/criticismo-kantiano#ixzz3HISVZtja


                

O BRASIL É GRANDE GEOGRAFICAMENTE...PARECE DOIS PAÍSES

A corrupção se perpetua devido o aval dado em eleições a pessoas que continuarão com maus feitos no serviço público...não acho que um (a) presidente tenha a capacidade de acabar com a corrupção, mas, certamente o povo contribui decisivamente pra isso...uma árvore produz conforme sua natureza...o país é mais que uma região, mas, uma região está quase impondo sua vontade no Brasil; vamos tomar cuidado...estamos sendo representados regionalmente...
O Nordeste do Brasil é muito importante, mas, a diferença de votos nestas ELEIÇÕES deve merecer uma reflexão extremamente cuidadosa e fraterna...
   
         É MINHA OPINIÃO.

      Selson

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

FILOSOFIA PRIMEIRO ANO PAS UEM 2014



     Atitude filosófica

Ter uma atitude filosófica é possuir um olhar crítico sobre a realidade, questionar o inquestionável, e trazer à reflexão o que já foi estabelecido no senso comum, isso é oprimeiro passo para a compreensão do caos do mundo.
A decisão de não aceitar como óbvias e evidentes idéias, os fatos, os valores, os comportamentos de nossa existência cotidiana são os delineadores dafilosofia. Jamais aceitar algo, sem antes estudá-lo e compreendê-lo.
Pesquisa:
Atitude filosófica é uma atitude crítica e criativa frente à realidade posta pelo mundo.
 A atitude filosófica é críticaporque o ser humano tomado por tal atitude dúvida das verdades estabelecidas pela sociedade, como por exemplo, as regras estabelecidas que são postas em dúvida e, dessa maneira, o homem e a mulhertomados pela crítica fundamentam as suas crenças e não ficam alienados frente às verdades que o meio lhe impõe. Ele ou ela procuram o seu autoconhecimento ao colocar as coisas em dúvida.
Outro pontoque faz da atitude filosófica uma atividade crítica é o fato do ser humano parar a sua cotidianidade e duvidar da realidade. O ser humano fica necessariamente perplexo diante da vida e com isso,  ao seencantar com o cotidiano, o ser perplexado procura as soluções dos problemas que lhe atinge. Se o homem ou a mulher viverem imersos a assistir televisão, preso a uma tela vinte e quatro horas por dia,conseqüentemente, não conhecerá a sua realidade, e com isso, vai ter uma atitude alienada, passiva diante da vida. Entretanto, a atitude filosófica faz o individuo ter uma posição afirmativa sobre osproblemas que tocam a vida.
Uma outra característica da atitude filosófica é a criação, pois ao tomar consciência dos problemas que cercam a vida, o homem ou a mulher perplexados com tais questões re- inventam a vida. Desse modo, cria novas saídas para resolver as inquietações que o mundo lhes apresenta.
A partir dos problemas que o indivíduo se conscientiza, ele constrói novos mundos. Tudo... 
[continua]
http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Atitude-Filosofica/846646.html


Introdução

Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos.

Portanto, para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral.

 Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga. São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos,  políticos e culturais.

Entendendo a Mitologia Grega.

Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.

Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga eram :

- Heróis : seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos: Herácles ou Hércules e Aquiles.
- Ninfas : seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.
- Sátiros : figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
- Centauros : corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.
- Sereias : mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.
- Górgonas : mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa
- Quimera : mistura de leão e cabra que soltava fogo pelas ventas.

Medusa Medusa: mulher com serpentes na cabeça

O Minotauro

É um dos mitos mais conhecidos e já foi tema de filmes, desenhos animados, peças de teatro, jogos etc. Esse monstro tinha corpo de homem e cabeça de touro. Forte e feroz, habitava um labirinto na ilha de Creta. Alimentava-se de sete rapazes e sete moças gregas, que deveriam ser enviadas pelo rei Egeu ao Rei Minos, que os enviavam ao labirinto. Muitos gregos tentaram matar o minotauro, porém acabavam se perdendo no labirinto ou mortos pelo monstro.

Certo dia, o rei Egeu resolveu enviar para a ilha de Creta seu filho, Teseu, que deveria matar o minotauro. Teseu recebeu da filha do rei de Creta, Ariadne, um novelo de lã e uma espada. O herói entrou no labirinto, matou o Minotauro com um golpe de espada e saiu usando o fio de lã que havia marcado todo o caminho percorrido.

Deuses gregos

De acordo com o gregos, os deuses habitavam o topo do Monte Olimpo, principal montanha da Grécia Antiga. Deste local, comandavam o trabalho e as relações sociais e políticas dos seres humanos. Os deuses gregos eram imortais, porém possuíam características de seres humanos.

Ciúmes, inveja, traição e violência também eram características encontradas no Olimpo. Muitas vezes, apaixonavam-se por mortais e acabavam tendo filhos com estes. Desta união entre deuses e mortais surgiam os heróis.

Conheça os principais deuses gregos :

Zeus - deus de todos os deuses, senhor do Céu.
Afrodite - deusa do amor, sexo e beleza.
Poseidon - deus dos mares
Hades - deus das almas dos mortos, dos cemitérios e do subterrâneo.
Hera - deusa dos casamentos e da maternidade.
Apolo - deus da luz e das obras de artes.
Ártemis - deusa da caça e da vida selvagem.
Ares - divindade da guerra.
Atena - deusa da sabedoria e da serenidade. Protetora da cidade de Atenas.
Cronos - deus da agricultura que também simbolizava o tempo.
Hermes - mensageiro dos deuses, representava o comércio e as comunicações.
Hefesto - divindade do fogo e do trabalho.
http://www.suapesquisa.com/mitologiagrega/


Os Pré- Socráticos

No estudo da história da filosofia, os primeiros filósofos são chamados de pré-socráticos. Apesar de passar a ideia de que existiram antes de Sócrates, o termo pré-socrático indica uma tendência de pensamento, estando relacionado também com filósofos que viveram na mesma época de Sócrates e até mesmo depois dele.
Aquilo que une os filósofos pré-socráticos é a preocupação em perguntar e compreender a natureza do mundo (a physis). Queriam entender a origem, aquilo que originou todas as coisas, o princípio delas. Os filósofos pré-socráticos são divididos em escolas do pensamento: Escola Jônica, Escola Itálica, Escola Eleática, Escola Atomística; de acordo com o local e problemas discutidos por seus pensadores.
A Escola Jônica recebe este nome por se desenvolver na colônia grega Jônia, na Ásia Menor, local onde hoje é a Turquia. Seus principais filósofos foram: Tales de Mileto, Anaxímenes de Mileto, Anaximandro de Mileto e Heráclito de Éfeso. Pensavam sobre o elemento primeiro, chegando a conclusões diferentes. Para Tales, o elemento que forma todas as coisas é a Água. Para Anaximandro, o elemento é o Ápeiron, aquilo que é ilimitado e que possibilita a união e separação dos diferentes corpos. Para Anaxímenes, o elemento é o Ar. De acordo com Heráclito, o elemento que representa a natureza das coisas é o fogo. Apesar das diferenças sobre qual seria o elemento primeiro, os filósofos da Escola Jônica pensavam o mundo como algo em movimento, a água que congela e evapora, o ápeiron que não pode ser determinado e não é estático, o ar nada palpável e o fogo que está sempre em movimento e transformando o que queima.
A Escola Itálica se desenvolveu no sul da Itália. O filósofo principal desta escola foi Pitágoras de Samos. Nascido na ilha de Samos, foi na península itálica, na cidade de Crotona, onde ele desenvolveu suas ideias. Pensou serem os números as essências das coisas. Suas investigações da física e matemática eram misturadas com misticismo. São atribuídos aos discípulos de Pitágoras, os pitagóricos, diversas descobertas matemáticas. Foi Pitágoras o responsável pela criação da palavra filosofia (amizade pela sabedoria) ao chamar a si mesmo de filósofo (amigo da sabedoria).
A Escola Eleática se desenvolveu na cidade de Eleia, ao sul da Itália. Seus principais filósofos foram Xenófanes de Cólofon, Parmênides de Eleia e Zenão de Eleia. Apesar de não ter nascido em Eleia, Xenófanes se estabeleceu na cidade após levar uma vida andando de povoado em povoado. A ideia principal ensinada por Xenófanes e posteriormente trabalhada por Parmênides é a ideia de Um. Xenófanes pensava no Um a partir de um pensamento mais voltado à religião, dizendo que Deus é Um, não foi feito, é eterno, perfeito e não se modifica. Em oposição à Escola Jônica, Parmênides pensa que o mundo é formado por um Ser-Absoluto, que não foi feito, é eterno, perfeito e não se modifica. Contra a ideia de movimento, Zenão desenvolveu argumentações que foram e são muito discutidas. Entre elas está a ideia de que uma flecha em voo sempre ocupa o seu espaço de flecha, logo a flecha está em repouso e todo movimento é uma ilusão.
A Escola Atomística, ou atomismo, desenvolveu-se a partir da ideia de que são vários os elementos que formam as coisas. A ideia de átomo (a = negação e tomos = divisão, ou seja, aquilo que não pode ser dividido) foi desenvolvida por Leucipo de Mileto e depois trabalhada por Demócrito de Abdera e Epicuro de Samos. Para Leucipo, o mundo é formado a partir do choque aleatório e imprevisível de infinitos átomos.
Embora diversos destes filósofos tenham escrito mais sobre outros assuntos do que sobre a natureza das coisas, como é o caso de Demócrito, que escreveu sobre ética, é o questionar-se sobre a natureza das coisas que os une neste período.
Filipe Rangel Celeti
Colaborador Mundo Educação
Bacharel em Filosofia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie - SP
Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie – SP

RACIONALISMO. 1 ANO

Objeto próprio da teologia é o primeiro motor imóvel, ato puro, o pensamento do pensamento, isto é, Deus, a quem Aristóteles chega através de uma sólida demonstração, baseada sobre a imediata experiência, indiscutível, realidade do vir-a-ser, da passagem da potência ao ato. Este vir-a-ser, passagem da potência ao ato, requer finalmente um não-vir-a-ser, motor imóvel, um motor já em ato, um ato puro enfim, pois, de outra forma teria que ser movido por sua vez. A necessidade deste primeiro motor imóvel não é absolutamente excluída pela eternidade do vir-a-ser, do movimento, do mundo. Com efeito, mesmo admitindo que o mundo seja eterno, isto é, que não tem princípio e fim no tempo, enquanto é vir-a-ser, passagem da potência ao ato, fica eternamente inexplicável, contraditório, sem um primeiro motor imóvel, origem extra-temporal, causa absoluta, razão metafísica de todo devir. Deus, o real puro, é aquilo que move sem ser movido; a matéria, o possível puro, é aquilo que é movido, sem se mover a si mesmo.


Escolas filosóficas do período helenístico

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Período em que a filosofia se expandiu para Roma
Período em que a filosofia se expandiu para Roma
A palavra “helenística” deriva de helenismo, termo que corresponde ao período que vai de Alexandre Magno, o macedônico, até o da dominação romana (fim do séc. IV a. C. ao fim do séc. I d.C.). Alexandre foi o grande responsável por estender a influência grega desde o Egito até a Índia.
A filosofia helenística corresponde a um desenvolvimento natural do movimento intelectual que a precedeu e torna a defrontar-se muitas vezes com temas pré-socráticos; porém, sobretudo ela é profundamente marcada pelo espírito socrático. A experiência com outros povos também lhe permitiu desempenhar certo papel no desenvolvimento da noção de cosmopolitismo, isto é, da ideia de homem como cidadão do mundo.
As escolas helenísticas têm em comum a atividade filosófica, como amor e investigação da sabedoria, sendo esta um modo de vida. Elas não se diferenciavam muito na escolha da forma de sabedoria. Todas elas definiam a sabedoria como um estado de perfeita tranquilidade da alma. Nesse sentido, a filosofia é uma terapêutica dos cuidados, das angústias e da miséria humana, miséria resultante das convenções e obrigações sociais.
Todas as escolas helenísticas trazem certa herança socrática ao admitir que os homens estão submersos na miséria, na angústia e no mal, porque estão na ignorância; o mal não está nas coisas, mas no juízo de valor que os homens atribuem a elas. Disso decorre uma exigência: que os homens cuidem de mudar radicalmente seus juízos de valor e seu modo de pensar e ser. E isso só é possível mediante a paz interior e a tranquilidade da alma.
Mas se há semelhanças entre as escolas quanto ao modo de conceber a filosofia como terapia da alma, há também diferenças significativas. Há os dogmáticos, para os quais a terapia consiste em transformar os juízos de valor e há os céticos cínicos, para os quais se trata de suspender todos os juízos. Dentre as dogmáticas, que concordam que a escolha filosófica fundamental deve corresponder a uma tendência inata do homem, dividem-se em epicurismo, que entende que é a investigação do prazer que motiva toda atividade humana, e o platonismo, o aristotelismo o estoicismo, para os quais, segundo a tradição socrática, o amor do Bem é o instinto primordial do ser humano.
O estoicismo e o epicurismo distinguem-se da filosofia platônico-aristotélica por uma consciência da urgência da decisão moral, mas têm diferenças e semelhanças na forma de conceber o método de ensino. Platonismo, aristotelismo e estoicismo têm em comum a missão de formar os cidadãos para serem dirigentes políticos. Essa formação visa atingir uma habilidade para o uso da palavra por meio de numerosos exercícios retóricos e dialéticos, extraindo os princípios da ciência política. Por essa razão, vários homens vão à Atenas, vindos da África, da Itália, etc., para aprender a governar. Mas antes precisam aprender a governar a si mesmo, para depois aprender a governar os outros. Exercitam a sabedoria para assimilar intelectual e espiritualmente os princípios de pensamento e de vida contida nela. O diálogo vivo e a discussão entre mestre e discípulo são os meios indispensáveis.
O ensino estoico segue tanto a dialética quanto a retórica, enquanto os discursos epicuristas seguiam uma forma resolutamente dedutiva, isto é, partiam dos princípios para chegar à conclusão.
O esforço estoico para apresentar a sua filosofia num corpo sistemático exigia de seus discípulos que tivessem sempre presente no espírito, por um trabalho constante da memória, o essencial de seus dogmas. A noção de sistema para estoicos e epicuristas não tem a ver com a construção conceitual, desprovido da intenção vital. O sistema tem como finalidade reunir sob forma condensada os dogmas fundamentais que não dispensam uma argumentação rigorosa, formulada em sentenças curtas (máximas) para ganhar força persuasiva e maior eficácia mnemotécnica (memória). Estas escolas têm o sistema como conjunto coerente de dogmas que estão intimamente ligados ao modo de vida praticado.
As escolas estoica e epicurista são consideradas dogmáticas por seguirem uma série de fórmulas construídas num corpo coerente que são essencialmente ligadas à vida prática. As escolas platônicas e aristotélicas são reservadas a uma elite que vive no ócio e tem tempo para estudar, investigar e contemplar, as escolas estoica e epicurista adotaram o espírito popular e missionário de Sócrates, dirigindo-se a todos os homens, ricos ou pobres, homens ou mulheres, livres ou escravos. Qualquer um que adote o seu modo de vida será considerado filósofo, mesmo que não desenvolva, por escrito ou oralmente, um discurso filosófico.
O ceticismo e o cinismo são também uma filosofia popular e missionária, de certo modo exagerado em suas tendências: o primeiro suspende o juízo sobre a realidade, duvidando de que seja possível algum conhecimento seguro e estável ou verdadeiro absolutamente; o segundo refere-se à total indiferença ao mundo e a si mesmo, promovendo um estado de tranquilidade interior e imperturbabilidade. Ambas dirigem-se a todas as classes da sociedade, instruindo com a própria vida, denunciando as convenções sociais e propondo um retorno à simplicidade da vida conforme a natureza.
 
Por João Francisco P. Cabral
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP


RACIONALISMO:
Racionalismo é uma corrente filosófica baseada nas operações mentais para definir a viabilidade e efetividade das proposições apresentadas.

Essa corrente surgiu como doutrina no século I antes de Cristo para enfatizar que tudo que é existente é decorrente de uma causa. Muito tempo depois, já na Idade Moderna, os filósofos racionalistas adotaram a matemática como elemento para expandir a ideia de razão e a explicação da realidade. Dentre seus adeptos, destacou-se o francês René Descartes  que elaborou um método baseado na geometria e nas regras do método científico. Suas ideias influenciaram diversos outros intelectuais, como Spinoza e Leibniz. Este, por exemplo, desenvolveu o método de cálculo infinitesimal e defendeu o Racionalismo dizendo que algumas ideias e princípios são percebidos pelos nossos sentidos, mas não estão neles as origens. Seus argumentos tinham grande amparo da geometria, da lógica e da aritmética. As elaborações de Descartes também impulsionaram muito o método científico em função das quatro regras que utilizou para elaborar seu método racionalista. As regras diziam que jamais se deveria acolher algo como verdadeiro enquanto não fosse verificado, que era preciso fragmentar as dificuldades para examiná-las mais de perto, que era preciso impor ordem aos pensamentos e, por fim, fazerenumerações e revisões para não correr o risco de omissões.
A partir da Idade Moderna, o Racionalismo obteve grande crescimento como corrente filosófica e não se pode desvincular essas ideias das aplicações matemáticas. Tradicionalmente, o Racionalismo era definido pelo raciocínio como operação mental, discursiva e lógica para extrair conclusões. As inovações humanas apresentadas com o advento do Renascimento consolidaram o Racionalismo com o acréscimo de elaborações e verificações matemáticas. Para o Racionalismo, tudo tem uma causa inteligível, mesmo que não possa ser demonstrada empiricamente. O Racionalismo foi importante elemento do mundo Moderno para superar o mundo Medieval, pois privilegia a razão em detrimento das experiências do mundo sensível, ou seja, o método mítico como se tinha acesso ao conhecimento durante a Idade Média. Assim, o Racionalismo é baseado na busca da certeza e da demonstração.


Infinitesimal:
na história da matemática, foi um artifício de cálculo. Concebido como um número tão pequeno quanto se queira, porém ainda maior que zero, foi utilizado nas definições intuitivas de derivada e integral.
Segundo John Kirkby (1735), um infinitesimal é aquilo que é infinitamente menor que qualquer quantidade concebível; é como um grão de sal comparado com o globo terrestre, ou um instante de tempo comparado com um milhão de eras. Como corolário, quaisquer quantidades cuja diferença seja um infinitesimal devem ser consideradas iguais.1
Infinitesimais foram usados na definição original, por Leibniz, da derivada de uma quantidade.Nota 1 A derivada de x y era calculada somando-se infinitésimos dx e dy a, repectivamente, x e y, subtraindo o valor inicial e desprezando-se infinitésimos de ordem maior (ou seja, dx dy):2
d(x y) = (x + dx) (y + dy) - x y = x y + x dy + y dx + dx dy - x y = x dy + y dx
O conceito de infinitésimo e o método dos fluxões foi duramente criticado pelo Bispo Berkeley.[carece de fontes]


terça-feira, 26 de agosto de 2014

A IMPORTÂNCIA DA FILOSOFIA E SOCIOLOGIA PARA O ENSINO MÉDIO

    A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE FILOSOFIA E SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO.
    Enviado por IZABEL BRAZ DA CR... em sex, 20/06/2014 - 18:47.

A importância das disciplinas de Sociologia e Filosofia
A disciplina de filosofia é cultural, de modo que se trabalha o processo histórico do filósofo estudado, seus pensamentos e modo de vida, tentando buscar no aluno o desenvolvimento de seu próprio pensamento.De acordo com os PCNs, o ensino de filosofia e sociologia, busca uma reflexão:[...] para além dos conteúdos concretos a serem ensinados, o que está em questão é, antes, a necessidade de tornar familiar ao estudante um modo de pensar [...]; a conexão interna entre conteúdos e métodos devem tornar-se evidente: que o estudante tenha se apropriado significativamente de um determinado conteúdo  significa, ao mesmo tempo, que ele se apropriou conscientemente de um método de acesso a esses conteúdos.A LDB Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996. No artigo 36 da Seção IV, Capítulo II, Título V, que expõe sobre o currículo do Ensino Médio, menciona apenas, em seu parágrafo 1º, inciso III: “os conteúdos, as metodologias e as formas de avaliação serão organizadas de tal forma que ao final do Ensino Médio o educando demonstre (...) domínio dos conhecimentos de Filosofia e Sociologia necessários ao exercício da cidadania.” Isto quer dizer, que a filosofia, torna-se de suma importância para o desempenho intelectual do estudante, quanto à forma de absorção dos conhecimentos por métodos e caminhos ensinados pelos professores, estes que hoje, “inventam” uma prática de aprendizado que faça sentido para os alunos usarem no dia-a-dia.  Muitos programas de Filosofia e Sociologia no Ensino Médio usam recortes de sua história seguindo apenas a linha do tempo, limitando o ensino desta matéria, não retratando os aspectos centrais das disciplinas, e os conteúdos estruturantes e específicos.O interessante nessas disciplinas é passar aos educandos a parte filosófica e sociológica, de modo que eles possam se conhecer, desenvolver seu pensamento crítico e criar seus próprios conceitos, quanto à vida social.



A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE FILOSOFIA E SOCIOLOGIA NO ENSINO MÈDIO - DESCARTES


     Viver sem filosofar é como ter os olhos fechados sem jamais fazer esforço para abri-los; e o prazer de ver todas as coisas que nossa vista descobre não é comparável à satisfação que dá o conhecimento daquelas que se encontram pela filosofia; e seu estudo é mais necessário para regular nossos costumes e nos conduzir na vida que o uso dos nossos olhos para guiar nossos passos”. René Descartes (1596-1650), na Carta-prefácio aos Princípios da sua obra Discurso do Método.






domingo, 27 de julho de 2014

TRABALHO PARA O PRIMEIRO ANO.

    Questões a ser respondidas pelos primeiros anos dos Colégios Estaduais – Nilo Cairo, Talita Bresolin e Godomá.
Professor Selson

Domingo 27/07/2014.


1.  Faça um paralelo entre o filosofar na Grécia e na Roma Antiga com o filosofar hoje. As possibilidades e os instrumentos a disposição de cada era no processo do pensamento.

2.  Como o taylorismo e o fordismo contribuíram para o processo do trabalho? Trouxe benefícios aos trabalhadores? Aponte alguns deles.


3.  Cite o texto bíblico encontrado em Gênesis, que fala sobre a necessidade do trabalho como provedor do pão diário.


4.  Converse com seus pais e /ou responsáveis sobre os benefícios do trabalho para a família e como o trabalho interfere positiva ou negativamente na vida familiar.


5.  Converse com seus pais e/ou responsáveis sobre como a tecnologia tem contribuído para facilitar a vida no trabalho e no lazer da família. Como a tecnologia tem contribuído para a expressão cultural familiar? As redes sociais, os aparelhos nos shoppings, enfim, como a família tem sido beneficiada com a expansão tecnológica em todos os sentidos de sua vida. Quais benefícios ou prejuízos a tecnologia tem proporcionado a todos?




quarta-feira, 23 de julho de 2014

http://www.brasilescola.com/filosofia/platao.htm

Platão e o mundo das idéias

 
Possível fisionomia de Platão
Possível fisionomia de Platão
Entre todos os discípulos de Sócrates, o mais importante continuador de sua obra e que viria a superar os passos do próprio mestre, ao fazer a primeira sistematização do pensamento filosófico, foi Platão (428 a.C. - 347 a.C.).
Nascido em Atenas ou na localidade próxima de Egina, Arístocles (seu nome de batismo) veio ao mundo em uma família politicamente importante. Seu pai era descendente de Codro, o último rei de Atenas, e sua mãe teve entre seus antepassados o famoso legislador ateniense Sólon e possuía parentesco com Crítias e Cármides, dois dos Trinta Tiranos que governaram a cidade após a guerra do Peloponeso.
Em suas primeiras décadas de vida, os interesses de Platão ainda não eram filosóficos. Inicialmente ganhou fama como um exímio lutador, advindo daí o apelido pelo qual o conhecemos até hoje (Platão, do grego plato, significa plano, mas também “largo” e “amplo”; ao que consta, era uma referência ao seu porte físico). Conseguiu alguma fama ao vencer os Jogos Ístmicos, embora não tenha conseguido chegar aos Jogos de Olímpia. Pouco depois tentou investir em carreira literária, mas seu sucesso foi limitado. Por fim, decidiu estudar a filosofia de Sócrates.
Após a morte de seu mestre, Platão partiu em longas viagens, nas quais seu pensamento filosófico se tornou mais maduro e refinado. Prova disso foram as ideias que desenvolveu em suas obras, as quais foram escritas em forma de diálogos, quase sempre tendo Sócrates como personagem principal.
Dentre todos os diálogos platônicos, aquele que talvez sintetize com mais clareza o ponto central de sua filosofia tenha sido Timeu. Nesta obra, Platão estabelece a famosa diferença entre o mundo sensível (o mundo concreto no qual vivemos) e o mundo das ideias — eidos, em grego.
Segundo sua descrição, no início dos tempos, havia apenas as ideias — o Bem, a Verdade, o Humano, etc — até que um ser supremo, chamado Demiurgo, decidiu criar coisas a partir das mesmas. Essa teria sido a origem do mundo e de tudo que há nele (as pessoas, as sociedades, os costumes, e assim por diante). Para Platão, as obras do Demiurgo foram ricas, porém imperfeitas: baseavam-se em ideias perfeitas, mas eram apenas cópias.
A partir daí, segundo o filósofo, qualquer compreensão adequada sobre as coisas do mundo sensível deveria abstrair as suas imperfeições e chegar até a sua essência, chegar até o seu ideal. Por exemplo: no mundo existem diversos tipos de cães – grandes, pequenos, claros, escuros, etc — mas apesar das diferenças, todos eles são cães, ou seja, todos têm em si a essência do que é um cão.
O mesmo raciocínio vale para os valores humanos. Enquanto os sofistas afirmavam, por exemplo, que justiça e injustiça eram meras convenções, Platão dizia que na verdade elas pareciam convenções porque havia muitas concepções diferentes de justiça; mas, se comparássemos todas elas e deixássemos de lado suas diferenças para olhar apenas o que nelas havia em comum, surgiria daí a essência do que era a Justiça.
Essa noção platônica de mundo sensível e mundo inteligível marcou época em toda a filosofia posterior e além, influenciando até mesmo muitos pensadores do cristianismo como Santo Agostinho. Porém, como nada em filosofia é isolado, cabe dizer que Platão teve duas grandes inspirações: Sócrates, através de seu método dialético e Pitágoras, através da sua noção de que além das aparências havia sempre uma essência simétrica, perfeita e harmoniosa (no caso pitagórico essa essência eram os números).
No fim de sua vida, Platão criou a primeira instituição filosófica da história. Comprou, nos arredores de Atenas, uma propriedade onde recebia discípulos para debates. Situada num lugar chamado Jardins de Academos, passaria à história como a Academia.
Luciano Vieira Francisco
Colaborador Brasil Escola
Graduado em História pela Universidade Cruzeiro do Sul – UNICSUL
Especialista em Formação de docentes para o ensino superior no Centro Universitário Assunção – UNIFAI
Mestre em História Social pela Universidade de São Paulo - USP

TEXTO FALTANTE PARA O PRIMEIRO A DO TALITA BRESOLIN - CULTURA NA PERSPECTIVA DO TRABALHO.

     TEXTO FALTANTE PARA O PRIMEIRO A DO TALITA BRESOLIN




      * Taylor racionaliza o processo produtivo, criando o taylorismo. Racionaliza estudando o trabalhador para aumentar a produção.
      * Forde "aprimora" ainda mais o processo quando cria a divisão do trabalho. Cada trabalhador desempenha funções restritas.
      * Essas mudanças provocam a produção em série e a produção em massa.
      * A produção industrial muda muito nos anos 70 e 80.
      Nos anos de 1970 e 1980, a rigidez do taylorismo e do fordismo foi quebrada.
      * A regra agora é a busca por uma maior eficiência.
      - O trabalhador passa a ser mais participativo;
      - Privilegia-se o trabalho em equipe;
      - A busca por eficiência trás os serviços terceirizados.
      - Nesse  contexto os sindicatos são enfraquecidos;
      - A racionalidade do trabalho trás o medo do desemprego;
   
      * O trabalhador no mundo pós-industrial.
   
      - A partir da segunda metade do século passado surge a sociedade pós-industrial;
      - Há um aumento dos dos serviços nos setores da economia;
      - A ordem atual é marcada pelo crescente uso da informação e pelo consumismo;
      - Surge o tele-trabalho;
      - Há uma valorização da ética dentro dos diversos campos do profissionais;
      - Surgem as organizações não governamentais, as ONGs.

 


terça-feira, 22 de julho de 2014

CONTEÚDO CONTEMPLADO NO PAS UEM - VESTIBULAR SERIADO DA UEM

                            

                                    FILOSOFIA


 As questões de Filosofia têm por objetivo aferir o conhecimento do candidato quanto aos aspectos teóricos e metodológicos, no que se referem à história, às escolas, aos autores, aos sistemas filosóficos e aos conceitos fundamentais, bem como o conhecimento de domínios específicos, dentre os quais, a Lógica, a Ética, a Estética, a Filosofia Política, a Filosofia da Ciência. Para esse fim, estrutura os conteúdos segundo as Diretrizes Curriculares Estaduais do Estado do Paraná. 

 

1.ª ETAPA 

1. Mito e Filosofia 

1.1 Utilidade da filosofia. 

1.2 Do mito ao saber filosófico. 

1.3 Sócrates e os sofistas. 

1.4 A filosofia helenista. 

1.5 Platão: mundo sensível / mundo inteligível. 

1.6 Aristóteles: metafísica e causalidade. 


            2. Teoria do conhecimento 

 2.1 Senso comum, bom senso. 

2.2 O ceticismo. 

2.3 O racionalismo. 

2.4 O empirismo. 

2.5 O criticismo. 

 3. Lógica e pensamento 


                        2.ª ETAPA 

1. Ética 

 1.1 Ética e moral. 

1.1.1 Liberdade e determinismo. 

1.1.2 Ação e verdade. 

1.2 A Ética no período clássico. 

1.3 A Ética no período medieval. 

1.4 A moralidade em Kant: o imperativo categórico. 

1.5 O Utilitarismo. 

1.6 A Ética contemporânea. 

1.6.1 A bioética. 

1.6.1.1 O meio ambiente 

1.6.2 Direitos humanos. 

1.6.3 Responsabilidade social. 

1.7 Existencialismo. 

 

2. Filosofia política 

 2.1 A pólis e a formação do cidadão. 

2.2 Política medieval. 

2.3 Contratualismo clássico. 

2.4 Republicanismo. 

2.5 Direitos público e privado. 

2.6 Estado e sociedade civil. 

2.6.1 Socialismo / liberalismo. 

2.7 A escola de Frankfurt. 


12 ÚLTIMA ETAPA 

1. Filosofia da Ciência 

 1.1 A Ciência na História. 

1.2 Ciência e poder. 

1.3 Os mitos da ciência. 

1.4 O positivismo. 

2. Linguagem e cultura 

 3. Fenomenologia 

 

4. Estética 

4.1 Conceitos fundamentais da Estética. 

4.1.1 Imitação e expressão. 

4.1.2 Juízo de gosto e teorias do gênio. 

4.1.3 O belo e o sublime. 

4.1.4 A indústria cultural. 


                             SOCIOLOGIA 

 

               As questões de Sociologia pretendem selecionar os candidatos capazes de refletir criticamente sobre a sociedade em que vivem, a partir do instrumental analítico das Ciências Sociais e das suas relações com outras áreas, tais como: História, Geografia e Literatura. Os conteúdos selecionados estão adequados aos Parâmetros Curriculares Nacionais e tratam de temas relevantes para o desenvolvimento de uma cidadania ativa e consciente dos estudantes, em seus vários espaços de ação social. 


 1.ª ETAPA 1. 


O contexto histórico do surgimento da Sociologia: 

1. Revolução Industrial e Revolução Francesa. 

2. Primeiras Formulações: da Filosofia Social à Física Social de Comte. 

3. A crítica da sociedade capitalista em Karl Marx. 

4. Fato social e anomia em Durkheim. 

5. Ação social subjetividade em Max Weber. 

6. A Sociologia no Brasil: Euclides da Cunha, Gilberto Freire, Sérgio Buarque de Holanda e Florestan Fernandes. 

7. Instituições sociais: Família, Igreja e Escola. 


 2.ª ETAPA 


1. As relações de trabalho e suas transformações. 

2. O conceito de política. 

3. Poder e ideologia. 

4. As formas de governo e o surgimento do Estado Moderno. 

5. Cidadania: o conceito e a sua construção histórica. 

6. Representação política: eleições e partidos políticos. 

7. Movimentos sociais e participação política no Brasil. 


ÚLTIMA ETAPA 

 1. O método etnográfico e o saber antropológico. 

2. O conceito de cultura. 

3. Diversidade cultural e etnocentrismo. 

4. Indústria cultural e cultura de massa. 

5. Cultura brasileira e identidade nancional. 

6. Mundialização do capital e processos de globalização. 


                                           HISTÓRIA 

 As questões de História da prova de Conhecimentos Gerais pretendem identificar candidatos com consciência crítica da realidade na qual se encontram inseridos, com capacidade de reflexão acerca das sociedades ao longo do tempo, e que sejam capazes de compreender e inter-relacionar fatos históricos com conhecimentos produzidos em outras áreas. Em consonância com as recomendações dos Parâmetros Curriculares Nacionais para a área de História, os conteúdos selecionados visam aferir o desenvolvimento, por parte dos candidatos, dos conceitos de História, processo histórico, tempo, sujeito histórico, trabalho, poder, cultura, memória e cidadania. Na prova de Conhecimentos Específicos, pretende-se aferir as habilidades cognitivas importantes para a História, tais como a capacidade de comparar processos históricos distintos no espaço e no tempo, de identificar transformações e permanências, de estabelecer conexões entre o presente e o passado, de interpretar as diversas modalidades de fonte histórica e de produzir a análise e a síntese acerca dos conteúdos apreendidos. Nessa perspectiva, também serão abordados aspectos históricos do Estado do Paraná. 


 1.ª ETAPA 

 1. Antiguidade Ocidental Greco-Romana 

1.1 Democracia, cidadania e escravidão. 

1.2 Cultura da pólis. 

1.3 A expansão romana e a política imperial. 

1.4 A crise do século III d.C. 

 2. O Ocidente na Idade Média 

2.1 A sociedade feudal. 

2.2 A economia medieval. 

2.3 O Estado e a Igreja. 

2.4 Cultura e saber. 

        3. História Moderna 

 3.1 A crise da sociedade medieval e o nascimento do mundo moderno. 

3.2 As transformações históricas na Europa Ocidental no fim da Idade Média e a formação dos Estados Nacionais. 

3.3 As grandes navegações e a revolução comercial a partir do século XV. 

 4. História do Brasil 

4.1 O período colonial: economia, política, sociedade e cultura. 

 5. História do Paraná 

5.1 O processo de colonização do Paraná: questões indígenas, cultura, relações de trabalho, movimentos populacionais, conflitos sociais e relações econômicas. 


                                     2.ª ETAPA 

 1. História Moderna e Contemporânea 

1.1 O Renascimento, a reforma religiosa e a revolução científica. 

1.2 A colonização nas Américas e o Mercantilismo. 

1.3 As sociedades indígenas e o impacto das invasões conquistadoras.

 1.4 As revoluções burguesas na Inglaterra e na França. 

1.5 A Revolução Industrial e o desenvolvimento do capitalismo. 

1.6 O liberalismo e o pensamento protecionista nos séculos XVIII e XIX. 

1.7 A crise dos impérios coloniais e o processo de independência nas Américas. 

19 1.8 Conservadorismo, nacionalismo e socialismo no século XIX. 

1.9 Os Estados Unidos: formação socioeconômica, expansão territorial, guerra civil e industrialização. 

 2. História do Brasil 

 2.1 O período imperial (1822-1889): economia, política, sociedade e cultura. 

2.2 A instalação da ordem republicana: economia, política, sociedade e cultura. 

 3. História do Paraná 

3.1 O Paraná no século XIX: questões indígenas, cultura, relações de trabalho, movimentos populacionais, conflitos sociais e relações econômicas. 


             ÚLTIMA ETAPA 1. 

História Contemporânea 

1.1 A América Latina no século XX. 

1.2 As grandes guerras e as revoluções no século XX. 

1.3 A ordem burguesa, a democracia liberal e o totalitarismo no século XX. 

1.4 A nova ordem internacional: guerra fria, crise do socialismo e do Estado do Bem-Estar Social nos séculos XX e XXI. 

1.5 Os movimentos sociais nos séculos XX e XXI. 

1.6 Globalização, blocos econômicos, neoliberalismo, meio ambiente e desenvolvimento tecnológico. 

1.7 África e Ásia: escravidão, colonização, descolonização e conflitos regionais. 

1.8 O terrorismo no século XXI e os conflitos internacionais. 


                  2. História do Brasil 

2.1 A consolidação da república oligárquica. 

2.2 A crise dos anos 1920 e o governo Vargas: economia, política, sociedade e cultura. 

2.3 Estado e sociedade no período populista. 

2.4 O golpe de 1964 e a militarização da sociedade. 

2.5 A redemocratização da sociedade e os novos movimentos sociais. 

2.6 Economia, política, sociedade e cultura no Brasil do século XXI. 

 3. História do Paraná 

3.1 Do século XX aos dias atuais: questões indígenas, cultura, relações de trabalho, movimentos populacionais, conflitos sociais e relações econômicas. GEOGRAFIIA As questões de Geografia têm como objetivo avaliar se os candidatos possuem conhecimentos sobre o espaço geográfico e o papel das dimensões políticas, econômicas, demográficas, culturais e socioambientais na sua organização e dinâmica. Visam, também, verificar a capacidade de análise e compreensão dos conflitos e contradições inerentes à organização de um determinado espaço, o grau de conhecimento e articulação das diversas categorias em Geografia e as formas de tratamento e representação dos fatos geográficos, de acordo com as ênfases dadas pelas Diretrizes Curriculares de Geografia. O conhecimento sobre o território paranaense também sujeita-se à avaliação. 


                     1.ª ETAPA GEOGRAFIA GERAL 

 1. A formação e a transformação das paisagens 

 1.1 Os conceitos geográficos fundamentais. 

1.2 Localização e orientação. 

1.3 Movimento da terra e fusos horários. 

1.4 Representação cartográfica. 

 2. A dinâmica da natureza e as transformações geradas pela ação antrópica 

 2.1 Estrutura geológica. 

2.1.1 Estrutura da terra. 

2.1.2 Tectônica de placas. 

2.1.3 Rochas. 

2.2 O relevo. 

2.2.1 As estruturas e as formas do relevo. 

2.2.2 Os agentes internos e externos. 

2.3 O clima. 

2.3.1 Fatores e elementos do clima. 

2.3.2 Circulação atmosférica. 

2.3.3 Fenômenos climáticos. 

2.3.4 Tipos climáticos. 

2.4 Biomas. 

2.5 Solos. 

2.6 Hidrografia. 

 3. Formação, localização, exploração dos recursos naturais 

3.1 Os recursos naturais, tipos e formas de ocorrência. 

3.2 As fontes de energia. 

3.3 Os impactos ambientais gerados pela exploração e pelo uso dos recursos naturais. 


 2.ª ETAPA GEOGRAFIA DO BRASIL 

1. As bases físicas do Brasil 

1.1 Estrutura geológica e as formas do relevo (classificação do relevo). 

1.2 Circulação atmosférica e os climas do Brasil. 

1.3 As bacias hidrográficas. 

1.4 Os biomas. 

1.5 Os domínios morfoclimáticos. 

16 2. Formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais 

 2.1 Recursos naturais – tipos, formas de ocorrência e aplicações. 

2.2 Impactos ambientais decorrentes da exploração e do uso dos recursos naturais. 

 3. Industrialização e organização do espaço 

3.1 Indústria e industrialização no Brasil.

 3.2 Distribuição espacial das indústrias. 

3.3 Matriz energética. 

 4. A dinâmica do espaço rural 

4.1 Colonização e estrutura fundiária. 

4.2 Relações de trabalho no campo. 

4.3 Reforma agrária e conflitos rurais. 

4.4 Transformações tecnológicas no campo. 

4.5 Sistemas de produção. 

4.6 Cooperativas e agroindústrias. 

4.7 Fronteiras agrícolas. 

4.8 Impactos ambientais no espaço rural. 

 5. As relações entre o campo e a cidade na sociedade capitalista 

5.1 Urbanização brasileira . 

5.2 Hierarquia das cidades e rede urbana . 

5.3 Êxodo rural . 

5.4 Problemas socioambientais urbanos . 

 6. O espaço em rede 

6.1 Produção, transporte e comunicação na atual configuração territorial brasileira. 

6.2 A circulação de mão-de-obra, do capital, das mercadorias e das informações. 

7. A evolução demográfica, a distribuição espacial da população e os indicadores estatísticos 

7.1 Composição étnica da população. 

7.2 Dinâmica populacional: taxas de natalidade, mortalidade geral e infantil, densidade demográfica, pirâmides etárias, população econômica ativa e inativa, IDH. 

7.3 Os movimentos migratórios e suas motivações. 

 8. As manifestações socioespaciais da diversidade cultural 

9. Regionalização do Brasil 

9.1 Critérios adotados de regionalização. 

9.2 As divisões regionais. 


 ÚLTIMA ETAPA GEOGRAFIA GLOBAL 

1. A revolução técnico-científico-informacional e os novos arranjos no espaço da produção 

1.1 Revolução industrial. 

1.2 Revolução tecnocientífica e informacional. 

2. O espaço em rede 

2.1 Produção, transporte e comunicação na atual configuração territorial. 

17 2.2 Circulação de mão-de-obra, do capital, das mercadorias e das informações. 

 3. Formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios 

3.1 Geopolítica da globalização. 

4. A formação, o crescimento das cidades, a dinâmica dos espaços urbanos e a urbanização recente 

 4.1 Megacidades. 

4.2 Cidades globais. 

4.3 A formação das cidades. 

4.4 Os tecnopólos. 

 5. A evolução demográfica, a distribuição espacial da população e os indicadores estatísticos 

5.1 Teorias demográficas. 

5.2 Dinâmica da população mundial – indicadores estatísticos. 

5.3 Os movimentos migratórios e suas motivações.

 6. As manifestações socioespaciais da diversidade cultural 

7. O comércio e as implicações socioespaciais 

 8. As diversas regionalizações do espaço geográfico 

8.1 A regionalização mundial: Norte-Sul, DIT (divisão internacional do trabalho). 

 9. As implicações socioespaciais do processo de mundialização 

9.1 Desigualdades socioeconômicas. 

 10. A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado 

10.1 Blocos econômicos.

 10.2 Globalização e mundialização