Atitude filosófica
Ter uma atitude filosófica é
possuir um olhar crítico sobre a realidade, questionar o inquestionável, e
trazer à reflexão o que já foi estabelecido no senso comum, isso é oprimeiro
passo para a compreensão do caos do mundo.
A decisão de não aceitar como óbvias e evidentes idéias, os fatos, os valores, os comportamentos de nossa existência cotidiana são os delineadores dafilosofia. Jamais aceitar algo, sem antes estudá-lo e compreendê-lo.
Pesquisa:
Atitude filosófica é uma atitude crítica e criativa frente à realidade posta pelo mundo.
A atitude filosófica é críticaporque o ser humano tomado por tal atitude dúvida das verdades estabelecidas pela sociedade, como por exemplo, as regras estabelecidas que são postas em dúvida e, dessa maneira, o homem e a mulhertomados pela crítica fundamentam as suas crenças e não ficam alienados frente às verdades que o meio lhe impõe. Ele ou ela procuram o seu autoconhecimento ao colocar as coisas em dúvida.
Outro pontoque faz da atitude filosófica uma atividade crítica é o fato do ser humano parar a sua cotidianidade e duvidar da realidade. O ser humano fica necessariamente perplexo diante da vida e com isso, ao seencantar com o cotidiano, o ser perplexado procura as soluções dos problemas que lhe atinge. Se o homem ou a mulher viverem imersos a assistir televisão, preso a uma tela vinte e quatro horas por dia,conseqüentemente, não conhecerá a sua realidade, e com isso, vai ter uma atitude alienada, passiva diante da vida. Entretanto, a atitude filosófica faz o individuo ter uma posição afirmativa sobre osproblemas que tocam a vida.
Uma outra característica da atitude filosófica é a criação, pois ao tomar consciência dos problemas que cercam a vida, o homem ou a mulher perplexados com tais questões re- inventam a vida. Desse modo, cria novas saídas para resolver as inquietações que o mundo lhes apresenta.
A partir dos problemas que o indivíduo se conscientiza, ele constrói novos mundos. Tudo... [continua]
A decisão de não aceitar como óbvias e evidentes idéias, os fatos, os valores, os comportamentos de nossa existência cotidiana são os delineadores dafilosofia. Jamais aceitar algo, sem antes estudá-lo e compreendê-lo.
Pesquisa:
Atitude filosófica é uma atitude crítica e criativa frente à realidade posta pelo mundo.
A atitude filosófica é críticaporque o ser humano tomado por tal atitude dúvida das verdades estabelecidas pela sociedade, como por exemplo, as regras estabelecidas que são postas em dúvida e, dessa maneira, o homem e a mulhertomados pela crítica fundamentam as suas crenças e não ficam alienados frente às verdades que o meio lhe impõe. Ele ou ela procuram o seu autoconhecimento ao colocar as coisas em dúvida.
Outro pontoque faz da atitude filosófica uma atividade crítica é o fato do ser humano parar a sua cotidianidade e duvidar da realidade. O ser humano fica necessariamente perplexo diante da vida e com isso, ao seencantar com o cotidiano, o ser perplexado procura as soluções dos problemas que lhe atinge. Se o homem ou a mulher viverem imersos a assistir televisão, preso a uma tela vinte e quatro horas por dia,conseqüentemente, não conhecerá a sua realidade, e com isso, vai ter uma atitude alienada, passiva diante da vida. Entretanto, a atitude filosófica faz o individuo ter uma posição afirmativa sobre osproblemas que tocam a vida.
Uma outra característica da atitude filosófica é a criação, pois ao tomar consciência dos problemas que cercam a vida, o homem ou a mulher perplexados com tais questões re- inventam a vida. Desse modo, cria novas saídas para resolver as inquietações que o mundo lhes apresenta.
A partir dos problemas que o indivíduo se conscientiza, ele constrói novos mundos. Tudo... [continua]
http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Atitude-Filosofica/846646.html
Introdução
Os gregos criaram vários
mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de
preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia
explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os
acontecimentos históricos.
Portanto, para buscar um
significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram
uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas,
principalmente, através da literatura oral.
Grande parte destas lendas e mitos chegou até
os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a
história da civilização da Grécia Antiga. São histórias riquíssimas em dados
psicológicos, econômicos, materiais, artísticos, políticos e culturais.
Entendendo a Mitologia Grega.
Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os
cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo
criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses,
ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas
vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus
objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem
neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as
coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a
pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma
divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida
material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes
sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.
Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga eram :
- Heróis : seres mortais, filhos de deuses com seres
humanos. Exemplos: Herácles ou Hércules e Aquiles.
- Ninfas : seres femininos que habitavam os campos e
bosques, levando alegria e felicidade.
- Sátiros : figura com corpo de homem, chifres e patas de
bode.
- Centauros : corpo formado por uma metade de homem e outra
de cavalo.
- Sereias : mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam
os marinheiros com seus cantos atraentes.
- Górgonas : mulheres, espécies de monstros, com cabelos de
serpentes. Exemplo: Medusa
- Quimera : mistura de leão e cabra que soltava fogo pelas
ventas.
Medusa Medusa: mulher com serpentes na cabeça
O Minotauro
É um dos mitos mais conhecidos e já foi tema de filmes,
desenhos animados, peças de teatro, jogos etc. Esse monstro tinha corpo de
homem e cabeça de touro. Forte e feroz, habitava um labirinto na ilha de Creta.
Alimentava-se de sete rapazes e sete moças gregas, que deveriam ser enviadas
pelo rei Egeu ao Rei Minos, que os enviavam ao labirinto. Muitos gregos
tentaram matar o minotauro, porém acabavam se perdendo no labirinto ou mortos
pelo monstro.
Certo dia, o rei Egeu resolveu enviar para a ilha de Creta
seu filho, Teseu, que deveria matar o minotauro. Teseu recebeu da filha do rei
de Creta, Ariadne, um novelo de lã e uma espada. O herói entrou no labirinto,
matou o Minotauro com um golpe de espada e saiu usando o fio de lã que havia
marcado todo o caminho percorrido.
Deuses gregos
De acordo com o gregos, os deuses habitavam o topo do Monte
Olimpo, principal montanha da Grécia Antiga. Deste local, comandavam o trabalho
e as relações sociais e políticas dos seres humanos. Os deuses gregos eram
imortais, porém possuíam características de seres humanos.
Ciúmes, inveja, traição e violência também eram
características encontradas no Olimpo. Muitas vezes, apaixonavam-se por mortais
e acabavam tendo filhos com estes. Desta união entre deuses e mortais surgiam
os heróis.
Conheça os principais deuses gregos :
Zeus - deus de todos os deuses, senhor do Céu.
Afrodite - deusa do amor, sexo e beleza.
Poseidon - deus dos mares
Hades - deus das almas dos mortos, dos cemitérios e do
subterrâneo.
Hera - deusa dos casamentos e da maternidade.
Apolo - deus da luz e das obras de artes.
Ártemis - deusa da caça e da vida selvagem.
Ares - divindade da guerra.
Atena - deusa da sabedoria e da serenidade. Protetora da
cidade de Atenas.
Cronos - deus da agricultura que também simbolizava o
tempo.
Hermes - mensageiro dos deuses, representava o comércio e
as comunicações.
Hefesto - divindade do fogo e do trabalho.
http://www.suapesquisa.com/mitologiagrega/
Os Pré- Socráticos
No estudo da história da
filosofia, os primeiros filósofos são chamados de pré-socráticos. Apesar de
passar a ideia de que existiram antes de Sócrates, o termo pré-socrático indica
uma tendência de pensamento, estando relacionado também com filósofos que viveram
na mesma época de Sócrates e até mesmo depois dele.
Aquilo que une os filósofos
pré-socráticos é a preocupação em perguntar e compreender a natureza do mundo
(a physis). Queriam entender a origem, aquilo que originou todas as coisas, o
princípio delas. Os filósofos pré-socráticos são divididos em escolas do
pensamento: Escola Jônica, Escola Itálica, Escola Eleática, Escola Atomística;
de acordo com o local e problemas discutidos por seus pensadores.
A Escola Jônica recebe este nome por se desenvolver na colônia grega Jônia, na Ásia
Menor, local onde hoje é a Turquia. Seus principais filósofos foram: Tales de
Mileto, Anaxímenes de Mileto, Anaximandro de Mileto e Heráclito de Éfeso.
Pensavam sobre o elemento primeiro, chegando a conclusões diferentes. Para
Tales, o elemento que forma todas as coisas é a Água. Para Anaximandro, o
elemento é o Ápeiron, aquilo que é ilimitado e que possibilita a união e
separação dos diferentes corpos. Para Anaxímenes, o elemento é o Ar. De acordo
com Heráclito, o elemento que representa a natureza das coisas é o fogo. Apesar
das diferenças sobre qual seria o elemento primeiro, os filósofos da Escola
Jônica pensavam o mundo como algo em movimento, a água que congela e evapora, o
ápeiron que não pode ser determinado e não é estático, o ar nada palpável e o
fogo que está sempre em movimento e transformando o que queima.
A Escola Itálica se desenvolveu no sul da Itália. O
filósofo principal desta escola foi Pitágoras de Samos. Nascido na ilha de
Samos, foi na península itálica, na cidade de Crotona, onde ele desenvolveu
suas ideias. Pensou serem os números as essências das coisas. Suas
investigações da física e matemática eram misturadas com misticismo. São
atribuídos aos discípulos de Pitágoras, os pitagóricos, diversas descobertas
matemáticas. Foi Pitágoras o responsável pela criação da palavra filosofia
(amizade pela sabedoria) ao chamar a si mesmo de filósofo (amigo da sabedoria).
A Escola Eleática se desenvolveu na cidade de Eleia, ao sul
da Itália. Seus principais filósofos foram Xenófanes de Cólofon, Parmênides de
Eleia e Zenão de Eleia. Apesar de não ter nascido em Eleia, Xenófanes se
estabeleceu na cidade após levar uma vida andando de povoado em povoado. A
ideia principal ensinada por Xenófanes e posteriormente trabalhada por
Parmênides é a ideia de Um. Xenófanes pensava no Um a partir de um pensamento
mais voltado à religião, dizendo que Deus é Um, não foi feito, é eterno,
perfeito e não se modifica. Em oposição à Escola Jônica, Parmênides pensa que o
mundo é formado por um Ser-Absoluto, que não foi feito, é eterno, perfeito e
não se modifica. Contra a ideia de movimento, Zenão desenvolveu argumentações
que foram e são muito discutidas. Entre elas está a ideia de que uma flecha em
voo sempre ocupa o seu espaço de flecha, logo a flecha está em repouso e todo
movimento é uma ilusão.
A Escola Atomística, ou atomismo, desenvolveu-se a partir
da ideia de que são vários os elementos que formam as coisas. A ideia de átomo
(a = negação e tomos = divisão, ou seja, aquilo que não pode ser dividido) foi
desenvolvida por Leucipo de Mileto e depois trabalhada por Demócrito de Abdera
e Epicuro de Samos. Para Leucipo, o mundo é formado a partir do choque
aleatório e imprevisível de infinitos átomos.
Embora diversos destes filósofos tenham escrito mais sobre
outros assuntos do que sobre a natureza das coisas, como é o caso de Demócrito,
que escreveu sobre ética, é o questionar-se sobre a natureza das coisas que os
une neste período.
Filipe Rangel Celeti
Colaborador Mundo Educação
Bacharel em Filosofia pela Universidade Presbiteriana
Mackenzie - SP
Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela
Universidade Presbiteriana Mackenzie – SP
http://www.mundoeducacao.com/filosofia/presocraticos.htm - Acessado em:
08/10/2014.
RACIONALISMO. 1 ANO
Objeto próprio da teologia é o primeiro motor imóvel, ato
puro, o pensamento do pensamento, isto é, Deus, a quem Aristóteles chega
através de uma sólida demonstração, baseada sobre a imediata experiência,
indiscutível, realidade do vir-a-ser, da passagem da potência ao ato. Este vir-a-ser, passagem da potência ao ato,
requer finalmente um não-vir-a-ser, motor imóvel, um motor já em ato, um ato
puro enfim, pois, de outra forma teria que ser movido por sua vez. A
necessidade deste primeiro motor imóvel não é absolutamente excluída pela
eternidade do vir-a-ser, do movimento, do mundo. Com efeito, mesmo admitindo
que o mundo seja eterno, isto é, que não tem princípio e fim no tempo, enquanto
é vir-a-ser, passagem da potência ao ato, fica eternamente inexplicável,
contraditório, sem um primeiro motor imóvel, origem extra-temporal, causa
absoluta, razão metafísica de todo devir. Deus, o real puro, é aquilo que move
sem ser movido; a matéria, o possível puro, é aquilo que é movido, sem se mover
a si mesmo.
Escolas filosóficas do período helenístico

Período em que a filosofia se expandiu para Roma
A palavra “helenística”
deriva de helenismo, termo que corresponde ao período que vai de Alexandre
Magno, o macedônico, até o da dominação romana (fim do séc. IV a. C. ao fim do
séc. I d.C.). Alexandre foi o grande responsável por estender a influência
grega desde o Egito até a Índia.
A filosofia helenística
corresponde a um desenvolvimento natural do movimento intelectual que a
precedeu e torna a defrontar-se muitas vezes com temas pré-socráticos; porém,
sobretudo ela é profundamente marcada pelo espírito socrático. A experiência
com outros povos também lhe permitiu desempenhar certo papel no desenvolvimento
da noção de cosmopolitismo, isto é, da ideia de homem como cidadão do mundo.
As escolas helenísticas
têm em comum a atividade filosófica, como amor e investigação da sabedoria,
sendo esta um modo de vida. Elas não se diferenciavam muito na escolha da forma
de sabedoria. Todas elas definiam a sabedoria como um estado de perfeita
tranquilidade da alma. Nesse sentido, a filosofia é uma terapêutica dos
cuidados, das angústias e da miséria humana, miséria resultante das convenções
e obrigações sociais.
Todas as escolas
helenísticas trazem certa herança socrática ao admitir que os homens estão
submersos na miséria, na angústia e no mal, porque estão na ignorância; o mal
não está nas coisas, mas no juízo de valor que os homens atribuem a elas. Disso
decorre uma exigência: que os homens cuidem de mudar radicalmente seus juízos
de valor e seu modo de pensar e ser. E isso só é possível mediante a paz interior
e a tranquilidade da alma.
Mas se há semelhanças
entre as escolas quanto ao modo de conceber a filosofia como terapia da alma,
há também diferenças significativas. Há os dogmáticos, para os
quais a terapia consiste em transformar os juízos de valor e há os céticos e cínicos,
para os quais se trata de suspender todos os juízos. Dentre as dogmáticas, que
concordam que a escolha filosófica fundamental deve corresponder a uma
tendência inata do homem, dividem-se em epicurismo, que entende que
é a investigação do prazer que motiva toda atividade humana, e o
platonismo, o aristotelismo e o estoicismo, para os quais,
segundo a tradição socrática, o amor do Bem é o instinto
primordial do ser humano.
O estoicismo e o
epicurismo distinguem-se da filosofia platônico-aristotélica por uma
consciência da urgência da decisão moral, mas têm diferenças e semelhanças na
forma de conceber o método de ensino. Platonismo, aristotelismo e estoicismo
têm em comum a missão de formar os cidadãos para serem dirigentes políticos.
Essa formação visa atingir uma habilidade para o uso da palavra por meio de
numerosos exercícios retóricos e dialéticos, extraindo os princípios da ciência
política. Por essa razão, vários homens vão à Atenas, vindos da África, da
Itália, etc., para aprender a governar. Mas antes precisam aprender a governar
a si mesmo, para depois aprender a governar os outros. Exercitam a sabedoria
para assimilar intelectual e espiritualmente os princípios de pensamento e de
vida contida nela. O diálogo vivo e a discussão entre mestre e discípulo são os
meios indispensáveis.
O ensino estoico segue
tanto a dialética quanto a retórica, enquanto os discursos epicuristas seguiam
uma forma resolutamente dedutiva, isto é, partiam dos princípios para chegar à
conclusão.
O esforço estoico para
apresentar a sua filosofia num corpo sistemático exigia de seus discípulos que
tivessem sempre presente no espírito, por um trabalho constante da memória, o
essencial de seus dogmas. A noção de sistema para estoicos e epicuristas não
tem a ver com a construção conceitual, desprovido da intenção vital. O sistema
tem como finalidade reunir sob forma condensada os dogmas fundamentais que não
dispensam uma argumentação rigorosa, formulada em sentenças curtas (máximas)
para ganhar força persuasiva e maior eficácia mnemotécnica (memória). Estas
escolas têm o sistema como conjunto coerente de dogmas que
estão intimamente ligados ao modo de vida praticado.
As escolas estoica e
epicurista são consideradas dogmáticas por seguirem uma série de fórmulas
construídas num corpo coerente que são essencialmente ligadas à vida prática. As escolas
platônicas e aristotélicas são reservadas a uma elite que vive no ócio e tem
tempo para estudar, investigar e contemplar, as escolas estoica e epicurista
adotaram o espírito popular e missionário de Sócrates, dirigindo-se a todos os
homens, ricos ou pobres, homens ou mulheres, livres ou escravos. Qualquer um
que adote o seu modo de vida será considerado filósofo, mesmo que não
desenvolva, por escrito ou oralmente, um discurso filosófico.
O ceticismo e o
cinismo são também uma filosofia popular e missionária, de certo modo exagerado
em suas tendências: o primeiro suspende o juízo sobre a realidade, duvidando de
que seja possível algum conhecimento seguro e estável ou verdadeiro
absolutamente; o segundo refere-se à total indiferença ao mundo e a si mesmo,
promovendo um estado de tranquilidade interior e imperturbabilidade. Ambas
dirigem-se a todas as classes da sociedade, instruindo com a própria vida,
denunciando as convenções sociais e propondo um retorno à simplicidade da vida
conforme a natureza.
Por João Francisco
P. Cabral
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
RACIONALISMO:
O Racionalismo é uma corrente
filosófica baseada nas operações mentais para definir a viabilidade e
efetividade das proposições apresentadas.
Essa corrente surgiu como doutrina no
século I antes de Cristo para enfatizar que tudo que é existente é decorrente
de uma causa. Muito tempo depois,
já na Idade Moderna, os filósofos racionalistas adotaram a matemática como
elemento para expandir a ideia de razão e a explicação da realidade. Dentre
seus adeptos, destacou-se o francês René Descartes que elaborou um método baseado na geometria e
nas regras do método científico. Suas ideias influenciaram diversos outros
intelectuais, como Spinoza e Leibniz. Este, por exemplo,
desenvolveu o método de cálculo infinitesimal e defendeu o Racionalismo dizendo
que algumas ideias e princípios são percebidos pelos nossos sentidos, mas não
estão neles as origens. Seus argumentos tinham grande amparo da geometria, da
lógica e da aritmética. As elaborações de Descartes também impulsionaram muito
o método científico em função das quatro regras que utilizou para elaborar seu
método racionalista. As regras diziam que jamais se deveria
acolher algo como verdadeiro enquanto não fosse verificado, que era preciso
fragmentar as dificuldades para examiná-las mais de perto, que era preciso
impor ordem aos pensamentos e, por fim, fazerenumerações e revisões para não correr o risco
de omissões.
A partir da Idade Moderna, o Racionalismo
obteve grande crescimento como corrente filosófica e não se pode desvincular
essas ideias das aplicações matemáticas. Tradicionalmente, o Racionalismo era
definido pelo raciocínio como operação mental, discursiva e lógica para extrair
conclusões. As inovações humanas apresentadas com o advento do Renascimento
consolidaram o Racionalismo com o acréscimo de elaborações e verificações
matemáticas. Para o Racionalismo, tudo tem uma causa inteligível, mesmo que não
possa ser demonstrada empiricamente. O Racionalismo foi importante elemento do
mundo Moderno para superar o mundo Medieval, pois privilegia a razão em
detrimento das experiências do mundo sensível, ou seja, o método mítico como se
tinha acesso ao conhecimento durante a Idade Média. Assim, o Racionalismo é
baseado na busca da certeza e da demonstração.
http://www.infoescola.com/filosofia/racionalismo/ - ACESSADO EM: 08/10/2014.
Infinitesimal:
na história da matemática, foi um artifício de cálculo. Concebido como
um número tão pequeno quanto se queira, porém ainda maior que zero, foi
utilizado nas definições intuitivas de derivada e integral.
Segundo John Kirkby (1735), um infinitesimal é aquilo que
é infinitamente menor que qualquer quantidade concebível; é como um grão de sal
comparado com o globo terrestre, ou um instante de tempo comparado com um
milhão de eras. Como corolário, quaisquer quantidades cuja diferença seja
um infinitesimal devem ser consideradas iguais.1
Infinitesimais foram usados na definição original, por Leibniz, da derivada de uma quantidade.Nota 1 A derivada de x
y era calculada somando-se infinitésimos dx e dy a,
repectivamente, x e y, subtraindo o valor inicial
e desprezando-se infinitésimos de ordem maior (ou seja, dx dy):2
d(x y) = (x + dx) (y + dy)
- x y = x y + x dy + y dx + dx dy - x y = x dy + y dx
O conceito de infinitésimo e o método dos fluxões foi duramente criticado pelo Bispo Berkeley.[carece de fontes]